Opositor Leopoldo López termina greve de fome após um mês
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O opositor Leopoldo López suspendeu nesta terça-feira (23) a greve de fome em protesto por sua prisão após 30 dias sem comer. Ele é acusado de incitação à violência nos protestos contra o presidente Nicolás Maduro em 2014.
A decisão é tomada um dia após o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano marcar para 6 de dezembro a eleição para renovar a Assembleia Nacional. A definição da data era uma das principais exigências da oposição.
Em carta lida por sua mulher, Lilian Tintori, López pediu que seus aliados políticos em greve de fome interrompam a paralisação. Ao todo, 103 integrantes de seu partido, o Vontade Popular, pararam de comer em apoio ao dirigente.
"A vocês, irmãos e irmãs, peço com o coração na mão que assumamos com humildade as conquistas obtidas neste protesto e que juntos, todos, levantemos a greve. Vamos levantar a greve, mas a luta continua."
Ele comemorou a marcação das eleições parlamentares, que vê como um símbolo do início da mudança política na Venezuela. "A unidade e as forças democráticas estão mais preparadas que nunca para esta batalha."
López está preso desde fevereiro de 2014 na prisão militar de Ramo Verde, na região de Caracas. Em 24 de maio, ele começou a greve de fome, dois dias após outro colega de seu partido, o ex-prefeito Daniel Ceballos.
Além das eleições, ele protestava contra a transferência de Ceballos para uma prisão comum e pela soltura de seus aliados políticos presos após serem acusados pelo governo de incitação à violência.
"De amanhã até a data das eleições brigaremos para conseguir o último de nossos objetivos, que é a libertação de nossos presos políticos", disse Lilian Tintori, durante a entrevista coletiva.
