Ponto fraco de Cristina, comandante do Exército argentino deixa o cargo
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Um dos mais criticados funcionários da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o comandante do Exército, César Milani, anunciou sua renúncia do cargo nesta terça-feira (23).
Em curto comunicado, o militar afirma que deixa o cargo e pedirá baixa do Exército por questões pessoais. Ainda não se sabe o nome de seu substituto.
A saída de Milani pode representar um alívio para o governo, nestes últimos meses antes das eleições presidenciais de outubro. A sua indicação, no ano passado, foi alvo de críticas dos movimentos sociais e de direitos humanos na Argentina.
Na ocasião, o governo foi acusado de agir de maneira contraditória. Ao mesmo em que dizia incentivar a investigação de crimes cometidos na ditadura, o governo havia promovido um militar suspeito de se envolver num caso de desaparecimento político.
A Justiça investiga se César Milani, que então tinha o cargo de subtenente, teria ajudado a acobertar o desaparecimento do soldado de La Rioja Alberto Ledo, em 1976, primeiro ano da última ditadura argentina. O caso segue em apuração.
O militar admitiu, após revelação do documento pela imprensa, que assinou um falso pedido de deserção de Ledo, mas negou envolvimento no desaparecimento do soldado. O general também responde a acusações de suposto enriquecimento ilícito, caso que também é investigado pela Justiça.
