Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Haddad admite falha na fiscalização e estuda GPS em caçambas de lixo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) admitiu nesta terça-feira (23) que o número atual de fiscais é insuficiente para monitorar os 3.345 pontos ilegais de despejo de entulho e lixo da cidade. A Folha de S.Paulo também revelou nesta terça (23) que a maior parte deles (66%) é de responsabilidade de empresas irregulares de transporte de restos de obras.
Haddad afirmou que estuda instalar rastreadores para tentar coibir o descarte irregular de produtos. "É muito difícil fiscalizar e nós teremos de usar fiscalização eletrônica. Provavelmente teremos de instalar GPS nas caçambas dos caminhões para monitorar o trajeto de cada um e fazer um trabalho de inteligência", disse.
O prefeito não disse qual o custo para implantar essa medida nem quando ela pode ser implantada, mas relatou que é mais eficiente que contratar mais pessoas para fazer o monitoramento. "Nem quintuplicando o número de fiscais vai resolver o problema porque isso é feito na calada da noite em ruas desertas e de maneira muito ágil."
Ao todo, há 83 ecopontos que podem receber até uma tonelada de entulho por obra. Cargas acima dessa quantidade devem ser levadas a três aterros privados.
Os aterros cobram R$ 17 da empresa para cada tonelada de entulho. A prefeitura paga mais R$ 10, de subsídio. A infração pode gerar multa de até R$ 16 mil. Em 2014, a Amlurb aplicou 707 multas.
MÁFIA DO ISS
Durante evento na sede da prefeitura, Fernando Haddad disse também que a administração municipal espera recuperar entre R$ 200 e R$ 500 milhões desviados pela máfia de fiscais do ISS. "A soma total de bens bloqueados hoje é alguma coisa em torno de R$ 200 milhões. A nossa estimativa era entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões. Nós já estamos em um bom caminho de recuperar todo o prejuízo gerado pela máfia", disse.
O prefeito disse que o município entrou com um pedido de prisão preventiva contra o ex-fiscal Luís Alexandre de Magalhães, investigado na máfia. O prefeito alega que "essa pessoa solta está comprometendo as investigações."
Magalhães, que tinha o benefício da delação premiada, foi preso na quarta-feira (18) sob suspeita de tentar extorquir outro auditor investigado no esquema de cobrança de propina de construtores em troca de desconto no imposto.
No dia da prisão, ele teria recebido R$ 70 mil para dar um depoimento favorável ao colega. Foi preso em flagrante.
Haddad disse que 13 funcionários já foram demitidos e outros 50 servidores estão "passando por um processo mais apurado de investigação" por participar da máfia.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV