Pai de opositor venezuelano preso pede que filho desista de greve de fome
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pai do líder de oposição venezuelano Leopoldo López Mendoza pediu neste domingo (21) que seu filho desista da greve de fome que faz há 28 dias.
Preso há mais de um ano por organizar protestos considerados ilegais, López começou parou de comer para protestar contra a prisão de políticos de oposição na Venezuela e pedir que as eleições parlamentares do pais sejam marcadas logo.
"Seu sacrifício deu frutos suficientes: outras centenas de jovens se manifestaram e fizeram sacrifícios como o seu. O mundo voltou seus olhos para a Venezuela e comoveu-se com a nossa realidade.", escreveu Leopoldo López Gil.
Chega desse sacrifício, pois agora é a sua saúde que está em risco e seria irresponsável não olhar para si próprio", dizia a carta aberta, publicada por ocasião do Dia dos Pais, que é comemorado neste domingo em vários países do mundo.
Mais cedo, o cardeal venezuelano e arcebispo de Caracas Jorge Uroso Savino fez pedido similar.
"Sem dúvida, você tem dado um exemplo de firmeza em seu objetivo de exigir ações em relação às eleições parlamentares e aos presos políticos do nosso país", escreveu o religioso. "[Mas] seu valente gesto é perigoso para sua vida, contrariando os desígnios de Deus, e pode tem um fim fatal, que causaria muita dor a quem gosta de vocês.
Neste sábado (20), uma manifestação de opositores em Caracas liderada pela mulher de López, Lilian Tintori, também urgiu López a reconsiderar a greve de fome.
