Justiça manda soltar investigado na máfia do ISS suspeito de extorsão
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça decidiu soltar o ex-auditor da Prefeitura de São Paulo Luís Alexandre de Magalhães, investigado por participação na máfia do ISS.
O ex-auditor, que tinha o benefício da delação premiada, foi preso na quarta-feira (18) sob suspeita de tentar extorquir outro auditor investigado no esquema de cobrança de propina de construtores em troca de desconto no imposto.
No dia da prisão, ele teria recebido R$ 70 mil para dar um depoimento favorável ao colega. Foi preso em flagrante.
Para o juiz, não houve flagrante do crime de extorsão porque Magalhães foi preso no momento em que recebia o dinheiro e não quando pedia. "O juiz cumpriu a lei, a interpretação dele foi correta", afirmou João Ramacciotti, advogado do ex-auditor.
EXTORSÃO
Segundo a polícia, Magalhães exigiu R$ 70 mil do colega para que prestasse um depoimento favorável a ele em um inquérito administrativo da prefeitura no próximo dia 19.
Outros R$ 100 mil já tinham sido pagos por Moretti a Luís Alexandre a cerca de 10 dias.
A quantia, em notas de R$ 100, foi entregue por Moretti dentro do bar Berinjela, na praça 20 de Janeiro, no Tatuapé (zona leste). A reportagem não conseguiu localizar Moretti nem seu advogado.
A prefeitura e o Ministério Público já vinham monitorando Magalhães e o surpreenderam. Policiais, promotores e integrantes da Controladoria fizeram o flagrante por extorsão logo depois do pagamento.
A máfia do ISS, descoberta em 2013 e da qual ele fazia parte, cobrava propina para reduzir o valor de tributos.
