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Prefeitura demite dois servidores investigados na máfia do ISS em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo demitiu dois servidores investigados por participar da máfia do ISS, que deixou um rombo de R$ 500 milhões nos cofres municipais. A saída de Fábio Camargo Remesso e Aloísio Ferraz de Camargo foi publicada nesta terça-feira (16) no "Diário Oficial".
Há dois meses, o Ministério Público denunciou sete suspeitos de lavar dinheiro recebido de forma ilícita por meio do esquema, consistia na cobrança de propina por parte de fiscais da prefeitura para emitir o certificado de quitação do ISS das obras. De acordo com a investigação, o grupo realizou "uma série de manobras" para ocultar dinheiro e bens obtidos ilegalmente.
Na época, foram denunciados os ex-auditores fiscais Ronilson Bezerra Rodrigues e Eduardo Horle Barcellos; a mulher de Ronilson, Cassiana Manhães Alves; o contador Rodrigo Camargo Remesso e o servidor Fábio Camargo Remesso, que são irmãos, e o empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM)
No ano passado, o Ministério Público já tinha denunciado 11 pessoas suspeitas de fazer parte da quadrilha chefiada por Ronilson Rodrigues.
Os promotores afirmam que os crimes de lavagem de dinheiro foram cometidos entre 2010 e 2013. Marco Aurélio Garcia repassou três imóveis a Ronilson Rodrigues e Fábio Remesso utilizando contratos de gaveta. Era quem alugava duas salas comerciais no Largo da Misericórdia, no centro da capital, onde os fiscais se reuniam.
No local, também estavam registradas empresas supostamente usadas no esquema, como a Pedra Branca Assessoria e Consultoria Ltda., da qual Ronilson Rodrigues e Cassiana Manhães eram sócios, e LZG Consulting Consultoria e Gestão Empresarial Ltda., que tinha Marco Aurélio Garcia como sócio.
De acordo com a investigação, Rodrigues transferiu valores para Garcia, que teria, por sua vez, feito transferências de créditos para a conta da empresa Pedra Branca. Manuscrito que faz parte do inquérito revela movimentação de R$ 1 milhão entre Rodrigues e Garcia.
A denúncia afirma que o casal Rodrigues e Cássia, com o contador Remesso, fizeram 36 operações de lavagem de dinheiro usando a empresa Pedra Branca. Dessa maneira, R$ 3 milhões teriam sido lavados.
A empresa era usada para a elaboração de notas fiscais de serviços nunca prestados, dizem os promotores. Os valores recebidos eram depois transferidos para as contas dos acusados, na forma de distribuição de lucros.
Segundo a denúncia, Garcia atuou em oito episódios de lavagem de dinheiro, camuflando a origem ilegal de R$ 675 mil. Procurados pela reportagem, os advogados dos servidores demitidos não foram encontrados para comentar o assunto.

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