Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Vaticano suspende jornalista que vazou encíclica do papa Francisco

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Vaticano suspendeu nesta terça-feira (16) as credenciais do jornalista Sandro Magister, correspondente da revista "L'Espresso" supostamente responsável pelo vazamento de uma encíclica do papa Francisco sobre questões ambientais.
A suspensão do correspondente foi anunciada pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, em uma comunicado que classifica o vazamento da encíclica como "uma iniciativa incorreta, fonte de forte desconforto para muitos colegas jornalistas".
"Comunico [a Magister] que a sua credencial para a nossa Sala de Imprensa ficará suspensa por tempo indeterminado a partir de amanhã", afirma o comunicado.
Magister disse à Associated Press não ser responsável pelo vazamento da encíclica, a qual teria sido obtida e publicada por seu editor.
Na segunda (15), a "L'Espresso" havia publicado em seu website as 191 páginas do documento batizado de "Laudato Si" ("Louvado sejas", em italiano medieval) -segundo o Vaticano, trata-se de um rascunho da encíclica de Francisco.
A encíclica, que será oficialmente divulgada na quinta (18), faz um ataque contundente à forma como as nações, sobretudo as mais ricas, lidam com a questão ambiental.
No texto, o pontífice condena a inação internacional diante da mudança climática e argumenta que a humanidade não tem direito de destruir outros seres vivos.
O último grande caso de vazamento de documentos do Vaticano, em 2012, levou o mordomo do papa Bento 16 a julgamento por roubar documentos pessoais e por repassá-los a um jornalista italiano. Ele chegou a ser condenado, mas posteriormente foi perdoado pelo pontífice emérito.
Após o escândalo, conhecido como "Vatileaks", o Vaticano atualizou o seu código penal, incluindo pena de dois anos de prisão e multa de 5.000 euros (cerca de R$ 17 mil) para quem vazar documentos. Não está claro se essa punição será aplicada para Magister.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV