Prefeitura quer tirar todos os camelôs regulares do centro
REGIANE SOARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo vai acabar com os pontos de comércio ambulante da região central da cidade em 30 dias. Os cerca de 700 camelôs que têm permissão para trabalhar em ruas das subprefeituras da Sé e da Mooca, como a 25 de Março e a José Paulino, por exemplo, deverão ir para a Feira da Madrugada, no Brás. Eles têm dez dias para se candidatar às 1.200 vagas oferecidas na feirinha pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).
A medida consta em portaria publicada ontem no "Diário Oficial da Cidade". Segundo a decisão, os pontos de comércio serão extintos "para viabilizar as intervenções viárias" e "facilitar a locomoção das pessoas".
O subprefeito da Mooca, Evando Reis, disse que as obras ainda estão em estudo e devem começar pelas ruas do Brás e da Sé que atualmente têm camelôs. Ele disse que a medida será ampliada para todos os distritos da cidade. "Não vai mais haver comércio ambulante nas ruas de São Paulo", afirmou.
Segundo Reis, a decisão é uma forma de garantir o direito de ir e vir das pessoas. Ao ser questionado sobre os ambulantes ilegais, ele disse que a prefeitura vai intensificar a fiscalização, com a apoio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar por meio da Operação Delegada, que será mantida.
Para os ambulantes, a medida faz parte de uma política higienista do prefeito Haddad, que acusam de não ter cumprido promessas de regularizar os camelôs. "Estão tirando os camelôs para dar espaço aos artistas de rua e aos food trucks", afirmou o vice-presidente do Sinpesp (Sindicato dos Permissionários do Município de São Paulo), Alcides Benvino.
A Secretaria Executiva de Comunicação informou que o que está sendo feito é a promessa de campanha do prefeito de organizar o comércio ambulante e que os descontentes serão analisados caso a caso.
