Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

​Auditores da Receita arrecadaram R$ 38 mi de propina em um ano, diz MP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O grupo de auditores fiscais que fez parte de um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná arrecadou R$ 38,4 milhões em 2014, de acordo com as investigações do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O valor foi angariado, conforme o MP-PR, por meio de propinas cobradas nas três principais delegacias do órgão estadual: Curitiba, Londrina e Maringá. Apenas na delegacia da Receita Estadual em Londrina, o grupo arrecadava R$ 1 milhão por mês , ainda confome a promotoria. “O dinheiro era oriundo de uma forma pré-estabelecida entre aquele que arrecadou, as chefias imediatas e as chefias superiores em Curitiba”, diz o promotor Jorge Barreto da Costa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os números constam no documento apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) à Justiça, que resultou na prisão de 49 pessoas durante nova fase da Operação Publicano. De acordo com a promotoria, alguns dos presos faziam parte da cúpula da Receita Estadual. Entre os detentos está o ex-coordenador geral da Receita Estadual, José Aparecido Valêncio da Silva. Ao ter o nome citado durante as investigações do Gaeco, Silva pediu exoneração do cargo e férias.

O advogado que o representa, Ronaldo Costa, disse que considera a prisão ilegal e que vai entrar com um pedido de habeas corpus. Conforme o MP-PR, a organização criminosa instalada na Receita agia de acordo com as definições dos inspetores, e estes davam ordens para delegados regionais e auditores. Os valores arrecadados eram divididos entre os envolvidos. “É evidente que essa hierarquização estava estruturada na Receita Estadual. Um fiscal achacava a empresa e recebia em troca aproximadamente 50% da propina arrecada. A outra metade era repassada para a estrutura criminosa”, explica o promotor Renato de Lima Castro. Delator diz que dinheiro ia para campanha de Richa Conforme as investigações, R$ 4,3 milhões do valor arrecadado em 2014 foram destinados para a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

A informação foi repassada para o MP-PR pelo auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em depoimento prestado dentro de um acordo de delação premiada. Em um dos depoimentos, Souza disse ao MP que o dinheiro era repassado para Márcio de Albuquerque Lima, ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, que é apontado pelo Ministério Público (MP-PR) como líder da quadrilha. Lima foi preso na quarta-feira, durante nova fase da Operação Publicano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois, ainda conforme o delator, o ex-inspetor entregava o dinheiro pessoalmente para o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa. O auditor fiscal relatou ainda que Antoun sabia que o dinheiro era de propina. Segundo o Gaeco, o empresário fazia indicações de cargos para a Receita Estadual, e é apontado nas investigações como "gestor político" do órgão. Antoun teve um mandado de prisão expedido pela Justiça, mas não foi localizado até esta quinta-feira (11). Em nota, o PSDB negou as declarações atribuídas a Luiz Antônio de Souza, e afirma que Luiz Abi Antoun “nunca tratou de arrecadação para a campanha eleitoral”, tarefa que era de responsabilidade do Comitê Financeiro.

O partido ressaltou ainda que “as doações recebidas na campanha eleitoral de 2014 ocorreram dentro da legalidade”, e que “as contas foram apresentadas e aprovadas integralmente pela Justiça Eleitoral”. O advogado que representa Luiz Abi Antoun, Luiz Carlos Mendes, disse não ter conhecimento do mandado de prisão e não informou onde está o cliente. O advogado de Márcio de Albuquerque Lima, Douglas Maranhão, informou que não vai se pronunciar sobre as denúncias e sobre o caso. O Governo do Estado informou que Luiz Abi não era funcionário do governo e não tinha participação alguma nas indicação da Receita Estadual.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV