Polícia evita atentado suicida em templo turístico no Egito
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia do Egito afirmou ter frustrado um atentado nesta quarta-feira (10), após um homem-bomba detonar explosivos próximo ao templo de Karnak, na cidade turística de Luxor, no sul do Egito.
Pelo menos três militantes entraram durante a manhã no estacionamento diante do templo de Karnak e um deles detonou os explosivos presos ao corpo, mas não havia ninguém por perto, segundo fontes policiais.
Nenhum grupo reivindicou de imediato a autoria do atentado.
Em resposta à explosão, as forças de segurança abriram fogo e mataram os outros dois homens, segundo a Associated Press. Quatro pessoas ficaram feridas no tiroteio, incluindo dois policiais, sendo que os turistas que visitavam o local não se feriram.
As autoridades municipais relataram uma versão diferente do incidente. Segundo o governador Mohammed Sayed Badr, policiais teriam ficado em alerta ao ver três suspeitos carregando sacolas no estacionamento do templo, pedindo que parassem.
Os agentes teriam disparado após um deles começar a correr, detonando o cinto com explosivos que ele levava. Após uma troca de tiros, um dos outros dois militantes teria morrido e o outro ficado ferido.
De acordo com Badr, o ataque foi "uma tentativa de invadir o templo de Karnak" frustrada pelos policiais.
Após o ataque, as autoridades intensificaram a segurança em localidades históricas no Egito, segundo a agência Mena.
O templo de Karnak, localizado próximo às margens do rio Nilo, foi construído no século 14 a.C e é a segunda atração turística mais visitada no Egito, perdendo apenas para as pirâmides de Gizé, no Cairo.
Trata-se do segundo ataque neste mês próximo a atrações turísticas no país. No dia 3, atiradores em motocicletas abriram fogo próximo às pirâmides de Gizé, matando dois policiais.
Atentados têm ocorrido com mais intensidade no Egito desde a deposição, em 2013, de Mohammed Mursi, o primeiro presidente eleito democraticamente no país, na esteira dos acontecimentos da Primavera Árabe.
Os partidários de Mursi têm sofrido grande repressão pelo governo de Abdel Fattah al-Sisi.
O último atentado em Luxor ocorreu em novembro de 1997, quando atiradores mataram 58 pessoas no templo de Hatshepsut.
