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​Justiça inocenta estudantes presos durante confronto no Centro Cívico

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A Justiça inocentou os três estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) detidos durante o confronto ocorrido na praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico de Curitiba, em 29 de abril. À época, levantou-se a suspeita de que eles eram black blocs e tinham incitado um "tumulto generalizado" em meio ao protesto de professores e servidores do estado.

O governo chegou a divulgar um vídeo, em que dizia que os jovens apareciam "fabricando bombas".

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Uma das estudantes detidas, inclusive, relatou que sofreu abuso sexual dentro do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Ela disse que policiais a obrigaram a ficar nua e a xingaram.

O juiz Marcel Luiz Hoffmann, do 2º Juizado Especial Criminal de Curitiba, considerou que não houve crime algum praticado pelos universitários. No acórdão, ele afirma que não existiram indícios para que os jovens fossem presos. "Veja-se que ausente dos autos os indícios pelos quais foram os noticiados presos, máxime porque inexiste no processo os elementos que supostamente foram utilizados pelo Setor de Inteligência do Estado para identificar os noticiados como “fomentadores” do tumulto generalizado, a autorizar a execução das prisões", explicitou o juiz na decisão.

A Ordem dos Advogados do Brasil, que pediu o arquivamento do caso à Justiça, reforçou que defende a liberdade de manifestação, consagrada pela Constituição Federal. "Foi a mais emblemática demonstração de defesa do livre exercício do direito à manifestação, consagrado pela Constituição Federal. A sensibilidade do magistrado para o assunto, mandando arquivar liminarmente o termo circunstanciado é uma segura demonstração de respeito à democracia", comentou o vice-presidente da OAB Paraná, Cássio Telles.

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