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Marinhas de 5 países resgatam mais de 2.000 imigrantes no Mediterrâneo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais de 2.000 imigrantes que tentavam chegar à Europa foram resgatados neste sábado (6) em uma operação conjunta de ONGs com as Marinhas de cinco países europeus no mar Mediterrâneo.
Esta é a primeira vez que países de fora da costa mediterrânea se unem a Estados do sul da Europa para um resgate de imigrantes desde a assinatura do acordo da União Europeia para tentar conter o fluxo migratório da África para a Europa.
Segundo a ONG Migrant Offshore Aid Station (Moas), que participou de uma das operações, navios das Marinhas de Alemanha, Irlanda e Itália retiraram 2.000 pessoas de cinco barcos pesqueiros perto da Líbia, de onde sai a maioria dos imigrantes.
A maior parte deles, 1.351, foi resgatada pela Marinha italiana, que abrigou os imigrantes de três barcos que estavam perto da costa do país. Os demais foram resgatados pela Moas e por irlandeses e alemães.
A entidade afirma que foram descobertas outras nove embarcações com dezenas de pessoas. Para poder retirá-las do mar, os agentes terão que esperar reforço anunciado por Espanha e Reino Unido, que deve chegar na região nas próximas horas.
Durante patrulha na mesma região, a Itália prendeu dois supostos traficantes de pessoas. O primeiro é um tunisiano que levava um grupo de 12 imigrantes a uma praia deserta em Trapani, no oeste da Sicília.
Para as autoridades, o uso de barcos menores é uma nova tática usada pelos traficantes. Já o gambiano é suspeito de ser o piloto de uma traineira que levava 116 imigrantes africanos.
Nos primeiros cinco meses deste ano, cerca de 46,5 mil pessoas chegaram à Itália pela rota de imigração do Mediterrâneo, 12% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

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