Explosões em comício na Turquia deixam duas pessoas mortas
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Duas bombas explodiram neste sábado (6) durante um comício do Parido Democrático dos Povos (HDP) em Diyarbakir, no sudeste da Turquia. Duas pessoas morreram e outras 350 pessoas ficaram feridas (30 em estado grave).
"As bombas explodiram justo antes de eu começar meu discurso", disse Selahattin Demirtas, dirigente do partido opositor e pró-curdo. "Enquanto tentávamos resgatar pessoas que tinham perdido as pernas, os pés, os braços, a polícia lançava gás lacrimogêneo", denunciou Dermitas em reunião de seu partido em Istambul.
Os presentes gritavam palavras de ordem contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, quando o dirigente do HDP mostrou jornais que não noticiaram o atentado desta sexta (5) contra o comício do partido pró-curdo.
A explosão foi causada, segundo forças de segurança citadas pelo jornal "Hurriyet Daily", por uma bomba no interior de um cilindro de gás recheado de estilhaços metálicos, e uma bomba de som.
Por sua parte, Erdogan declarou neste sábado que o ataque não se dirigia contra um partido, mas contra a segurança das eleições, e disse que tinha tentado comunicar-se com Dermitas, mas que este não retornou suas ligações.
"Ele não tem porque me ligar. Ele nos colocou como alvo e nos jogou contra uma matilha de lobos. Se é o presidente de todo um país, venha e desculpe-se com o povo de Diyarbakir", criticou Dermitas.
O HDP espera conseguir nas eleições de domingo (7) pelo menos 10% dos votos, o que lhe permitiria entrar no parlamento.
Se conseguir, o partido governante, AKP, não poderia conseguir a maioria de dois terços necessária para a reforma constitucional que planeja para transformar o sistema parlamentar da Turquia em uma república presidencialista.
