'Tem vereador que só pensa no seu quarteirão', diz Haddad sobre oposição
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou, nesta quarta-feira (3), a atuação de vereadores de oposição que tentam barrar mudanças da nova lei de zoneamento da capital, entregue nesta terça (2) à Câmara.
Os vereadores defendem que a nova proposta pode descaracterizar bairros exclusivamente residenciais, que devem ganhar corredores de comércio se a lei for aprovada -a votação deve ocorrer até o fim do ano após 40 audiências públicas na Câmara.
A prefeitura diz que as zonas estritamente residenciais são só 4% da área da cidade -boa parte em regiões nobres, como Morumbi, Jardins e Alto de Pinheiros (zona oeste).
"Tem vereador que representa só 0,1% da população, vereador que só pensa no seu quarteirão, eu respeito. Mas a tarefa do executivo é representar 100%, tenho que olhar para o conjunto", disse Haddad.
Em alguns casos, quarteirões que só poderiam receber residências poderão ter pequenos comércios -como restaurantes. Em outros, é prevista uma ampliação das atividades: em vez de apenas escritórios e bancos, por exemplo, também escolas e mercados.
Os críticos ao projeto dizem que alguns bairros podem ser descaracterizados. Os defensores afirmam que ele permite a revitalização de vias e que, em alguns casos, só oficializam um uso já existente.
"Determinados corredores, que estão degradados, vão passar por um processo de requalificação importante. Você não pode ter corredores sem nenhuma atividade durante à noite", disse Haddad.
INOVAÇÕES
Medidas que buscam desestimular o uso do carro dentro do centro expandido da capital também constam do projeto de lei enviado nesta quarta (3) pelo Executivo aos vereadores. O texto deve passar por longas discussões antes de ser votado no plenário.
A prefeitura quer estimular, por meio de incentivos econômicos, a construção de edifícios-garagem fora do centro expandido da cidade e perto das estações de metrô, prática adotada nas grandes capitais da Europa.
A lei feita pela prefeitura de São Paulo também prevê a obrigação de que os novos empreendimentos públicos e privados deixem parte do seu terreno, em média 10%, para a área verde.
O intuito, neste caso, é aumentar a área permeável da cidade, para diminuir as enchentes da cidade. fora do centro expandido da cidade e perto das estações de metrô, prática adotada nas grandes capitais da Europa.
A lei feita pela prefeitura de São Paulo também prevê a obrigação de que os novos empreendimentos públicos e privados deixem parte do seu terreno, em média 10%, para a área verde.
O intuito, neste caso, é aumentar a área permeável da cidade, para diminuir as enchentes da cidade.
