Tribunal diminui efetivo obrigatório em caso de greve do metrô em SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) reduziu nesta segunda-feira (1º) o contingente mínimo de funcionários que deverá permanecer em operação em caso de greve do metrô na capital paulista. A categoria deve fazer uma assembleia à noite para decidir se vai parar nesta terça (2).
Em decisão do último dia 27 de maio, o desembargador Mauro Vignotto reduziu o percentual de 100% de funcionários nos horários de pico para 80% e o índice de 70% fora dos horários de pico foi reduzido para 50%.
Ou seja, caso a categoria decida entrar em greve durante a negociação de reajuste salarial, o Sindicato dos Metroviários deverá garantir que 80% dos trabalhadores permaneçam em seus postos nos horários de pico da manhã e da tarde, e metade deles fora desses períodos.
Na reunião de conciliação que acontece na tarde desta segunda, o Metrô elevou a proposta de reajuste para 8,28% para tentar evitar a paralisação. Antes, a empresa propunha 7,21%, enquanto a categoria reivindica 18,64%. O tribunal havia sugerido índice de 8,82%, mas até as 14h20 as duas partes ainda não haviam entrado em acordo.
Na semana passada, a categoria chegou a ameaçar uma paralisação, mas decidiu aguardar a reunião desta segunda (1º). "A proposta do TRT é insuficiente, mas dá para trabalhar. A gente gostaria que avançasse. Mas isso vai depender do [Geraldo] Alckmin (PSDB) e do Metrô", disse o presidente do sindicato Altino de Melo Prazeres na ocasião.
O último reajuste salarial dos metroviários, de 8,7%, ocorreu no mês de junho do ano passado.
CPTM
Funcionários da CPTM também estão em negociação salarial e ameaçam parar os trens na próxima quarta (3). A categoria reivindica agora 9,29% de reajuste, enquanto a empresa se propõe aumento de 7,72%. As duas partes devem se reunir em uma nova reunião de conciliação nesta terça (2).
