França e Alemanha têm ressalvas sobre plano de distribuir imigrantes
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - França e a Alemanha apresentaram nesta segunda-feira (1º) ressalvas a respeito do plano da União Europeia para distribuir entre os países do bloco cerca de 40 mil imigrantes que chegam ao continente atravessando o Mediterrâneo.
O plano emergencial apresentado na semana passada pela Comissão Europeia prevê que, juntos, França e Alemanha recebam cerca de 40% daquele total, o que corresponde a 16 mil imigrantes.
As duas principais economias do bloco dizem estar preparadas para estudar a proposta, desde que haja uma distribuição justa e que sejam levados em conta os esforços já adotados para abrigar os requerentes de asilo.
"[O plano] deve ser fundado em dois princípios igualmente importantes: responsabilidade e solidariedade. Nós acreditamos que o equilíbrio entre esses dois princípios ainda não foi alcançado na proposta apresentada pela Comissão", disseram em comunicado conjunto neta segunda os ministros do Interior da França e da Alemanha, Bernard Cazeneuve e Thomas de Maiziere.
A Comissão argumenta que o plano foi desenvolvido levando em conta os índices de todos os países do bloco em relação a população, economia e desemprego, assim como o número de pedidos de asilo registrados nos últimos cinco anos.
Ainda que muitos imigrantes cheguem à Europa desembarcando na Itália e na Grécia, localizadas na costa do Mediterrâneo, é a Alemanha o principal destino de requerentes de asilo. Juntos, os cinco principais destinos (Alemanha, Suécia, Itália, França e Hungria) recebem quase 75% dos imigrantes que chegam ao continente.
Enquanto as autoridades europeias enfrentam dificuldades para encontram uma proposta comum a fim de solucionar a crise imigratória, continua aumentando o número de pessoas que tenta chegar ao continente. Mais de 5.000 imigrantes foram resgatados de embarcações precárias no Mediterrâneo desde sexta-feira (29).
A maior parte dos imigrantes vem da Síria e da Eritreia e de outros países que vivem conflitos armados. Arriscando suas vidas em embarcações precárias no Mediterrâneo, muitos devem, ainda, passar por longas jornadas até chegar à Líbia ou a outro país do norte da África para embarcar rumo à Europa.
