Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Governo quer ampliar acesso à 'pílula do dia seguinte' contra Aids

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde colocou em consulta pública uma proposta que visa uniformizar o acesso a medicamentos contra o HIV após uma possível exposição ao vírus.
A ideia é evitar o avanço do vírus da Aids no país, sobretudo entre os jovens. A informação foi antecipada pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Hoje, a chamada PEP (profilaxia pós-exposição), conjunto de remédios que funcionam nos moldes de uma pílula do dia seguinte contra o HIV, é administrada de forma diferente para os três grupos para o qual é recomendada.
Com isso, trabalhadores de saúde que podem ter tido contato com o HIV em casos de acidentes de trabalho, vítimas de violência sexual e pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas costumam ter acesso a diferentes tipos de profilaxia.
A proposta é eliminar essas três categorias e adotar um esquema único de antirretrovirais, o que pode facilitar a prescrição e ampliar o acesso aos medicamentos, sobretudo entre pessoas que fizeram sexo sem proteção.
"Nesse sentido, reforça-se a indicação para além daquelas em que a PEP é classicamente indicada, como violência sexual e acidente ocupacional, com vistas a ampliar o uso dessa intervenção para todas as exposições que representem risco de infecção pelo HIV", diz o documento enviado à consulta pública.
AVANÇO ENTRE JOVENS
Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de apresentar índices estáveis, com cerca de 39 mil casos novos ao ano, o avanço da epidemia entre os jovens têm preocupado o governo.
Jovens têm hoje a maior taxa de detecção da doença no país, um índice que vêm crescendo nos últimos dez anos. Em 2003, a taxa de detecção da Aids entre os jovens era de 9,6 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano dos últimos dados disponíveis, essa taxa passou para 12,7.
Iniciada nesta semana, a consulta pública ficará disponível por um mês no site da Conitec, comissão que avalia a incorporação de novas tecnologias e remédios no SUS. Além de ampliar o acesso aos medicamentos, a proposta também prevê uma redução no tempo de acompanhamento dos pacientes, de seis para três meses.
O Ministério da Saúde recomenda que o tratamento seja iniciado em até 72 horas após a exposição ao vírus. Diferente do modelo anterior, que previa medicamentos diferentes para cada situação de risco, o novo protocolo orienta o uso de quatro medicamentos antirretrovirais por 28 dias seguidos (tenofovir, lamivudina e atazanir com ritonavir) para todos os grupos.
Em geral, os medicamentos estão disponíveis em serviços especializados no tratamento contra a Aids e em alguns postos de saúde. Com a mudança nas regras, o governo pretende ampliar o acesso aos medicamentos também em serviços de emergência, que ficam abertos durante a noite.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV