CPTM propõe reajuste de 7,72%, mas funcionários decidirão à noite
FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Audiência entre a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e o sindicato dos ferroviários terminou sem acordo nesta terça-feira (26). A companhia ofereceu um reajuste de 7,72% -o equivalente à inflação medida pelo IPC (6,65%) mais 1% de produtividade sobre esse valor.
Os ferroviários disseram que vão discutir a proposta durante assembleia na noite desta terça. Eles alegam que o valor não contempla uma melhoria estrutural para os engenheiros e os benefícios não chegam nem perto dos recebidos pelos funcionários Metrô.
As maiores diferenças, segundo eles, estão no vale refeição e auxílio com material escolar. O desembargador Wilson Fernandes pediu para que os sindicalistas não façam uma greve até que ocorra a nova audiência, marcada para o dia 2 de junho.
O último reajuste da categoria, que tem data-base em março, aconteceu em maio do ano passado e foi de 7,5%. Na ocasião, o acordo com os funcionário foi fechado no dia anterior ao marcado para iniciar a greve da categoria.
METRÔ
Nesta segunda-feira (25), a audiência de conciliação do Metrô e da CPTM com seus funcionários também terminou sem acordo. O TRT propôs aumento de 8,82% à categoria -7,21% do IPC/Fipe (de maio) e mais 1,5% de reajuste real. O mesmo aumento seria aplicado também para vale-refeição, vale-alimentação e PLR (Participação nos Lucros e Rendimentos). O último reajuste salarial dos metroviários, de 8,7%, ocorreu no mês de junho do ano passado.
O percentual é superior ao 7,21% proposto pelo Metrô e inferior ao reivindicado pelos funcionários, que apontam reajuste de 18,64%, além de aumento na cesta básica, vale-refeição, reintegração dos trabalhadores demitidos em 2014 (como decorrência da última greve), redução da jornada de trabalho de 40 horas para 36 horas. Os representantes agora deverão encaminhar a proposta do TRT para análise do Metrô.
No caso dos funcionários, já está marcada para a noite desta terça (26) uma assembleia para discutir uma possível greve já a partir de quarta-feira (27). Apesar do início da greve ter sido determinado já na semana passada, o tribunal pediu que a categoria permaneça em estado de greve, sem qualquer paralisação efetiva, enquanto persistirem as negociações.
Procurado, o presidente do sindicato dos metroviários, Altino de Melo Prazeres Junior, afirmou que a proposta do TRT "não era o que o sindicato queria, mas é melhor do que a empresa estava proposto", mas destacou que a decisão da greve será tomada por todos os trabalhadores, na assembleia.
