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Compositor é oitava vítima de facada em tentativa de assalto no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A sucessão de assaltos com faca no Rio teve sua oitava vítima em uma semana neste domingo (24): o compositor Josué Clementino da Silva, 55, conhecido como Naval, teve o braço cortado por um assaltante dentro de um ônibus da linha 378 (Marechal Hermes - Castelo), no Centro.
Segundo informações da Polícia Civil, o assaltante, identificado como Wanderson Barbosa Ferreira, 34, anunciou o assalto dentro do coletivo e puxou um tablet da mão do compositor. A vítima reagiu e acabou cortada no braço esquerdo.
Mesmo ferido, Silva conseguiu tomar a faca da mão do assaltante e cortou seu braço. O bandido ainda tentou fugir descendo do ônibus na altura da Catedral Metropolitana, mas acabou capturado por policiais militares.
"Eu moro no Rio há 38 anos e essa foi a primeira vez que eu fui assaltado. Eu só reagi porque eu não sabia que ele estava com uma faca. Só vi a faca depois. Foi aí que ele me cortou. E o pior foi que ele ainda jurou me matar", afirmou o compositor pernambucano.
"O assaltante subiu no ônibus em Ramos [zona norte], mas só anunciou o assalto no Centro. Deu para perceber que ele não queria assaltar ninguém além de mim, estava de olho no meu tablet. Não se pode mais nem andar de ônibus no Rio porque a violência só aumenta", disse Silva.
A faca usada pelo assaltante foi recolhida e o crime foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá). A vítima foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e liberada em seguida, já que o corte foi superficial.
O assaltante, que não tinha anotações criminais, responderá pelo crime de roubo com emprego de violência e grave ameaça, cuja pena vai de quatro a dez anos de prisão.
Segundo o delegado adjunto da 5ª DP (Mem de Sá), Marcelo Corregose, que registrou o caso, os assaltantes tem preferido as facas às armas de fogo para chamar menos atenção.
"Com facas, se não forem pegos em flagrante, fica muito mais fácil escapar do crime. Eles sabem que assaltar com arma de fogo não é jogo, porque deixa o bandido mais exposto. Aqui na Lapa, conseguimos reduzir em quase 50% o número de casos de roubo e furto. Em consequência disso, houve migração de assaltantes para outras áreas do Centro", afirmou o delegado.

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