Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Juízes reduzem pena de condenado alegando que vítima já havia sido abusada antes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Uma decisão polêmica da Justiça argentina reduziu a pena de um homem condenado por abusar de um menino de seis anos.
O agressor havia sido denunciado pela avó do menino, em 2010. Ele era dirigente do clube Florida de Loma Hermosa, na Grande Buenos Aires, e levava as crianças para jogar futebol.
O homem havia sido condenado a seis anos de prisão, mas conseguiu o relaxamento da pena no ano passado. Agora, ele acaba de ser libertado, segundo a imprensa local.
Os juízes Horacio Piombo e Benjamín Sal Llargués, que decidiram pela redução, argumentaram que o menino havia sido abusado antes, supostamente pelo pai e, por isso, não caberia o agravante.
"Podemos considerar que esse agravante se dispara apenas uma vez, quando a pessoa é iniciada na prática aberrante", afirmou Piombo em entrevista a uma rádio local, nesta segunda. "A decisão parte do princípio de que o tremendo, o ultrajante havia ocorrido com o pai [do menino]".
A crítica aos juízes aumentou depois que sugeriram que o menino tinha traços de "travestismo", provocado pelo abuso do pai.
"Nós não decidimos em absoluto em uma questão de fé de que a pessoa era gay, nada. Simplesmente que havia ocorrido um fato e que, como consequência de essa experiência, havia deixado no menor marcas de travestismo, de uma conduta que realmente tínhamos que ter em conta em um processo cujo objetivo processual é julgar uma pessoa, não ao menor, não à sociedade, não ao pai, mas a uma pessoa que cometeu atos impudicos com o menor", afirmou o juiz na mesma entrevista.
As insinuações revoltaram as lideranças do movimento gay e de direitos humanos, que repudiaram a decisão dos juízes e afirmaram que iriam tentar reverter a liberação do agressor.
Em entrevista na tarde desta segunda (18), a tia do menino informou que ele não conviveu com o pai, que foi preso por abuso de outro menor. Segundo a tia, o menino foi abandonado ainda bebê pelo pai e foi criado pela avó.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV