Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Obesidade pode gerar gasto extra de US$ 1,1 trilhão aos EUA, diz estudo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A obesidade se transformou em um desafio para os Estados Unidos nas últimas décadas. O percentual de adultos obesos entre os norte-americanos chega a 34,9% atualmente (78,6 milhões), contra cerca de 10% nos anos 1990, de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças.
Entre os jovens, o percentual subiu de 5% para 17% no período.
Agora, um estudo do Brookings Institute, em Washington, estimou o custo econômico do problema.
De acordo com o relatório, se os 12,7 milhões de crianças e adolescentes obesos nos EUA hoje se transformarem em adultos acima do peso, podem gerar gastos extras de mais de US$ 1,1 trilhão (R$ 3,3 trilhões) ao longo da vida.
O número representa 6,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. "E essa é só a ponta do iceberg", afirma Matt Kasman, o pesquisador do Brookings responsável pelo estudo.
Para chegar a esse número, ele desenvolveu um modelo que projeta os custos ao longo da vida para dois grupos de pessoas entre 20 e 24 anos, um obeso e o outro com Índice de Massa Corporal considerado normal. O resultado mostra que os custos de adultos obesos são maiores em US$ 92.235 (R$ 276.705).
Kasman multiplicou, então, os gastos extras pelo número de jovens obesos nos EUA.
"Estimamos neste estudo coisas que as pessoas não consideram normalmente, como a perda de produtividade de pessoas obesas, faltas no trabalho e aposentadoria por invalidez", diz o pesquisador.
"Esse é um problema bastante grande nos Estados Unidos. Os números vêm aumentando nas últimas três décadas, entre adultos e adolescentes. Queremos motivar mais ações para lidar com isso no país."
E os problemas da obesidade vão, além do mercado de trabalho, segundo o diretor do Centro Redstone da Universidade George Washington, William H. Dietz. Os "custos sociais" do problema, incluindo índices menores de casamento e aprovação em universidade entre os obesos, são "ainda mais dolorosos", disse em debate para tratar do estudo, em Washington.
Ele afirma, no entanto, que há razões para otimismo: alguns estudos mostram que o índice de obesos entre crianças de até 5 anos está caindo, enquanto outros mostram uma estagnação no número de adultos com o problema.
"Os números são encorajadores. Os Estados Unidos, porém, ainda não viraram a página da obesidade", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV