Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Secretária de SP diz que praça será destinada a viciados da cracolândia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GIBA BERGAMIM JR. E EMILIO SANT'ANNA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Luciana Temer, disse nesta quarta-feira (13) que uma praça construída na região da Luz será destinada a viciados da cracolândia.
Em entrevista à TV Folha, ela afirmou que a ideia é que o local tenha atividades culturais e esportivas para a população.
Atualmente, os usuários se aglomeram na alameda Dino Bueno, no que é conhecido como fluxo, muitas vezes fechando completamente a passagem pela via.
"Estamos fazendo uma praça e a ideia é ofertar para que essas pessoas fiquem em local adequado. Isto é redução de danos. A gente vai convidar o fluxo a ir para a praça", disse.
Luciana diz estar preparada para críticas. "A gente entende que o local da praça é a melhor opção possível", afirmou.
"Espalhar não é benéfico para a cidade. Com eles concentrados a gente consegue trabalhar melhor."
A secretária disse acreditar que há uma mudança na forma de enxergar o uso de drogas e que o programa de redução de danos - em que se oferece trabalho ao dependente, sem internação e com controle do uso da droga - é o mais eficaz.
"O mundo está mudando a forma de enfrentar a droga. Durante muito tempo se entendeu que o combate ao tráfico e ao crime organizado era a solução para questão da droga. Hoje acho que ninguém mais acredita nisso. De fato, não funciona", disse.
Luciana defende que a prova disso é o aumento da prisão de traficantes no decorrer dos anos. "Melhorou alguma coisa? Não, as cenas de uso de crack só aumentaram nesse período."
Ela afirma não ser contra a internação, mas que ela perde o sentido para muitos dos usuários da cracolândia, que não tem família.
"Se você pegar uma pessoa [da cracolândia] e internar por seis meses pode ser que ele fique ótima. Se ela não tem família, para onde ele vai depois? Ele vai voltar para a rua e vai voltar para o tráfico", afirmou.
OPERAÇÃO
Completa duas semanas nesta quarta a operação iniciada pela prefeitura para impedir a montagem de barracas na área da cracolândia. Segundo a administração, elas eram usadas por traficantes comercializarem entorpecentes.
No primeiro dia, a operação provocou tumulto e confronto entre os dependentes de drogas e policiais. Houve bombas de gás, barricadas de fogo, "guerra" de pedras e comerciantes correndo para fechar as portas. Ao menos dois usuários e um PM ficaram feridos.
Na semana passada, um grupo de usuários de crack voltou a entrar em confronto com a GCM (Guarda Civil Metropolitana). Os viciados jogaram pedras e paus nos guardas para impedir que eles continuassem a limpeza do local. A GCM então, de acordo com comerciantes locais e moradores, revidou com bombas de efeito moral para dispersar os usuários. Em nota, a prefeitura nega que tenha havido qualquer tipo de disparo feito pela GCM. O confronto durou cerca de 20 minutos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV