Samu gasta R$ 10 mi em tablets obsoletos e sistema redundante
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) adquiriu um sistema que não era compatível com o utilizado pela central do serviço, além de computadores ultrapassados de empresa contratada para modernizar o atendimento.
Relatório de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Município de São Paulo mostra irregularidades e inadequações no serviço e equipamentos fornecidos pela Tevec Metodologias e Sistema Ltda. A coordenação do Samu abandonou o sistema, cuja implementação e treinamentos de pessoal custaram quase R$ 10 milhões.
O contrato está encerrado e vigorou de junho de 2012 a fevereiro de 2014. Segundo a coordenação do Samu, renová-lo implicaria custo desnecessário, já que o investimento "não estava sendo revertido de forma apropriada para o benefício da municipalidade".
Era previsto o fornecimento de computadores móveis em vez de desktops, mais baratos, para serem utilizados nas bases do Samu. Além disso, equipamentos, como thinkpads, avaliados em mais de R$ 1,5 milhão estão trancados em um almoxarifado e estão ultrapassados.
Procurada pela reportagem, a Tevec não se manifestou sobre o relatório.
