Professores da rede paulista tentam invadir Secretaria da Educação
THAIS BILENKY
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após o fim da reunião da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais de SP) com o secretário da Educação paulista, Herman Woorvald, nesta quinta-feira (23), professores tentaram invadir a sede da secretaria, que fica na praça da República, na região central de São Paulo.
Policiais reagiram com gás lacrimogêneo e gás de pimenta. A porta e vidros da sede foram quebrados, mas a entrada foi impedida pela polícia. A reunião não trouxe avanços.
Os professores estão em greve parcial há 39 dias. O sindicato pede aumento de 75% e melhores condições de trabalho. Segundo a Apeoesp, o reajuste equipararia a remuneração docente com a dos demais profissionais com formação superior.
A próxima assembleia está marcada para a próxima sexta-feira (24). No dia 17 de abril, os docentes realizaram uma assembleia no vão-livre do Masp, na avenida Paulista. Na ocasião, os docentes decidiram manter a paralisação.
Mais de 60 mil docentes compareceram ao ato, segundo o sindicato da categoria, a Apeoesp. Já para a Polícia Militar, foram 3.000. Depois da assembleia, os professores fizeram uma passeata até o centro da capital paulista.
SALÁRIOS
Os salários dos professores da rede estadual paulista subiram mais do que a inflação nos últimos anos. Mas os docentes ainda ganham menos do que outros profissionais com formação semelhante.
De junho de 2012 -folha de pagamento mais antiga divulgada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB)- a fevereiro deste ano, o salário médio dos professores das escolas estaduais subiu 28%. Nesse período, a inflação foi de 16%, segundo o indicador IPC-Fipe, em São Paulo, e de 19,5%, segundo o IPCA.
Considerando o início do mandato anterior do tucano (2011) até fevereiro de 2015, o reajuste salarial foi de 45%, segundo dados tabulados pelo próprio governo, ante uma inflação de 25% (IPC). Logo no início do mandato anterior, Alckmin aprovou lei que estabeleceu política de aumentos até 2014.
