Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Raúl Castro critica EUA, mas poupa Obama e diz que Cuba quer dialogar

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

PATRÍCIA CAMPOS MELLO E SYLVIA COLOMBO, ENVIADAS ESPECIAIS
PANAMÁ (FOLHAPRESS) - O presidente de Cuba, Raúl Castro, reafirmou neste sábado (11) que seu governo está disposto a continuar o processo de aproximação com os Estados Unidos, iniciado com o anúncio da retomada de relações diplomáticas entre os dois países, em dezembro.
"Reitero ao presidente Obama nossa disposição ao diálogo e à convivência civilizada entre ambos Estados, dentro de nossas profundas diferenças", disse neste sábado (11), durante a cúpula das Américas, no Panamá.
O líder cubano voltou a reclamar do embargo à ilha, mas também fez diversas críticas à atuação dos EUA no país ao longo das história.
Durante seu longo discurso, no qual Obama passou mascando chiclete -ele parou de fumar e frequentemente recorre a chiclete de nicotina-, Castro percorreu a história cubana desde os tempos da ocupação norte-americana, no século 19, afirmando que a "luta do povo cubano não havia começado com o embargo".
Castro ainda falou sobre a Venezuela. Ele defendeu a gestão de Nicolás Maduro contra as "tentativas de desestabilização", repudiou as sanções americanas contra autoridades venezuelanas e afirmou que o país não é ameaça à segurança nacional de nenhum país nem dos Estados unidos. Foi aplaudido.
Mas, após enfileirar várias críticas contra os americanos, Castro poupou Obama: "Peço desculpas ao presidente Obama porque ele não tem culpa de nada disso. Os dez presidentes americanos que vieram antes têm dívida conosco, apenas Obama que não", afirmou.
"Ele é um homem honesto e isso se deve a sua origem humilde" continuou, logo antes de agradecer "os esforços de Obama para que o Congresso americano retire o o embargo a Cuba".
Por fim, Castro pediu que os EUA retirem Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo.
"Aprecio como um passo positivo que decidirá rapidamente sobre a presença de Cuba na lista de terrorismo, na qual jamais deveria estar", afirmou Castro.
REAPROXIMAÇÃO
Mais cedo neste sábado, Obama havia saudado a aproximação do país com Cuba e assegurado que as mudanças abrem uma nova era no hemisfério.
"Nunca antes as relações com a América Latina" foram tão boas, disse Obama durante o evento, que marca a aproximação anunciada em dezembro entre os dois países.
Na sexta-feira (10), Obama e Castro se cumprimentaram, em um gesto simbólico de aproximação.
Os dois devem ter reunião bilateral neste sábado (11), considerada histórica. Será o primeiro evento formal entre líderes dos países desde 1961.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV