Em telefonema, Maduro diz a Dilma que quer 'reduzir tensões' com EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em telefonema à presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (8), o colega venezuelano, Nicolás Maduro, disse estar disposto a "promover uma redução das tensões com os Estados Unidos". Dilma teria se colocado à disposição para contribuir na melhoria do diálogo entre os dois países, segundo nota do Planalto.
"Dilma ouviu do presidente Maduro a disposição de promover uma redução das tensões com os Estados Unidos em base ao respeito mútuo à soberania nacional dos dois países", diz o comunicado.
Após o telefonema com Maduro, a presidente conversou com o vice-presidente americano, Joe Biden. O Planalto não especifica se Dilma e Biden falaram sobre a relação entre os EUA e a Venezuela, ainda mais estremecidas após nova rodada de sanções anunciadas por Barack Obama no último mês.
De acordo com a nota, os dois discutiram "questões relacionadas à próxima visita que a presidenta fará aos EUA". Foi oficialmente confirmado ainda o encontro da presidente com Obama às margens da Cúpula das Américas, que acontece neste fim de semana no Panamá.
O movimento positivo de Maduro em relação a Washington relatado pelo Planalto destoa da retórica inflamada do venezuelano nos últimos dias. Maduro já anunciou que levará um abaixo-assinado contra as sanções dos EUA para entregar a Obama durante a cúpula e estaria buscando apoio para tentar incluir no documento final do encontro um repúdio às medidas restritivas americanas.
À reportagem, uma fonte no Planalto negou que Maduro tenha pedido a Dilma que o apoiasse numa crítica a Obama no texto final da cúpula.
O venezuelano teria conversado com Dilma sobre a situação política em seu país e temas referentes à Cúpula das Américas.
"A presidenta reiterou a disposição do Brasil de continuar solidariamente desenvolvendo iniciativas que permitam fortalecer o diálogo entre o governo e as oposições venezuelanas nos marcos do Estado Democrático de Direito daquele país", diz o texto.
