Ajuda humanitária chega ao Iêmen em meio a situação 'catastrófica'
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um primeiro avião com médicos da Cruz Vermelha chegou nesta segunda-feira (6) a Sanaa, a capital do Iêmen, informou o diretor de operações da organização em uma mensagem no Twiter.
A ajuda humanitária chega em meio a uma situação classificada pela ONG como "catastrófica" em Áden, palco de confrontos violentos entre rebeldes da milícia xiita Houthi e as forças leais ao presidente Adbo Rabbu Mansur Hadi.
A Cruz Vermelha fez um apelo a uma trégua imediata para poder entregar ajuda.
"A situação humanitária no Iêmen é muito difícil; as rotas navais, aéreas e terrestres estão cortadas", afirmou a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Iêmen, Marie Claire Feghali. Ela destacou que em Áden a situação é, "no mínimo, catastrófica".
A cidade é o bastião das tropas leais ao presidente Hadi, que havia se refugiado na cidade após o avanço dos houthis em Sanaa. Diante de uma nova ofensiva dos insurgentes, o presidente fugiu para a Arábia Saudita há duas semanas.
Os confrontos continuam nesta terça (7) em Áden. O porto da cidade, o maior do Iêmen, está sob controle dos rebeldes houthi.
"A guerra em Áden está em cada rua, em cada esquina. Muitos não podem fugir", disse.
Pelo menos 540 pessoas morreram e 1.700 ficaram feridas em combates no Iêmen desde 19 de março, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, ao menos 100 mil pessoas tiveram de fugir de suas casas por conta do conflito.
O porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Christophe Boulierac, afirmou que pelo menos 74 crianças morreram e 44 ficaram feridas desde o dia 26 de março, que marca o início da intervenção militar liderada pela Arábia Saudita para conter o avanço dos rebeldes e restaurar o governo do presidente Hadi.
