Ataque a cristãos em universidade no Quênia deixa 15 mortos
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Atiradores mascarados ligados à milícia radical Al-Shabab invadiram uma universidade no leste do Quênia na manhã desta quinta-feira (2) e atacaram estudantes cristãos, deixando ao menos 15 mortos e 60 feridos.
As forças de segurança chegaram a isolar os atiradores em um dormitório na Universidade de Garissa, onde há pessoas sendo mantidas como reféns.
Collins Wetangula, vice-presidente do diretório estudantil da universidade, relatou ter ouvido disparos em um dormitório.
"Eram ouvidos apenas passos e tiros. Ninguém estava gritando porque isso poderia chamar a atenção dos atiradores", relatou Wetangula.
Os atiradores invadiram os dormitórios perguntando às pessoas se eram cristãs ou muçulmanas.
"Quem fosse cristão era baleado ali mesmo", disse o estudante. "A cada tiro que ouvia, eu pensava que iria morrer."
Ele foi resgatado com outros estudantes por agentes de segurança. A área foi isolada.
Em março, a milícia Al-Shabab reivindicou um ataque que deixou 12 mortos próximo à fronteira com à Somália. O alvo do ataque era o comboio do governador da província.
Segundo a polícia, 312 pessoas morrerem em ataques da Al-Shabab no Quênia entre 2012 e 2014. Somente na Universidade de Garissa, alvo de ataques anterior mente, houve 38 mortos e 149 feridos no mesmo período.
A Al-Shabab é ligada à Al-Qaeda e luta para instaurar um califado na região. A milícia foi incluída em março de 2008 na lista de organizações consideradas terroristas pelo governo dos EUA.
