Filho de Cristina Kirchner controlaria conta com o Irã, diz "Clarín"
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O filho da presidente Cristina Kirchner, Máximo Kirchner, seria um dos políticos argentinos que administrariam uma conta bancária criada supostamente para transferir recursos do Irã para a Argentina, passando pela Venezuela.
A denúncia é do jornal "Clarín", que neste domingo (29) revelou a existência de contas bancárias em três diferentes instituições financeiras internacionais que seriam utilizadas para essa finalidade.
Nesta segunda (30), o jornal informou que Máximo Kirchner seria titular de uma das contas reveladas pela reportagem.
Os demais administradores seriam, segundo o "Clarín", a ex-ministra da Defesa e Segurança e ex-embaixadora na Venezuela Nilda Garré e o ex-deputado da Frente para a Vitória (agremiação de Cristina) Henry Olaf Aaset que, como os Kirchner, é originário da província de Santa Cruz.
Reportagem da revista "Veja" deste fim de semana também informou a existência da conta e de uma segunda, também administrada por Máximo e Nilda, dessa vez no Morval Bank & Trust, das Ilhas Cayman.
As publicações ligam esse esquema financeiro à denúncia do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro em seu apartamento em Buenos Aires.
A morte ocorreu quatro dias após denunciar a presidente por supostamente negociar com o Irã o encobrimento de suspeitos iranianos pelo atentado à entidade judaica Amia, em Buenos Aires, em 1994.
Em troca, a Argentina obteria vantagens comerciais. As denúncias de agora sugerem que poderia ter havido um suposto financiamento clandestino por trás do acordo entre Irã e Argentina.
Segundo o "Clarín", uma conta bancária administrada por Nilda Garré no banco iraniano Tejarat teria sido aberta em fevereiro de 2011, pouco depois de uma reunião secreta entre o chanceler argentino Hector Timerman e o representante iraniano para tratar do assunto.
Timerman nega a existência dessa reunião. A versão do governo da Argentina é que foi feito um acordo em 2013, com a finalidade de tentar interrogar os suspeitos iranianos em seu país. A tratativa não prosperou e o governo foi alvo de críticas de entidades judaicas no país.
