Negociações sobre programa nuclear do Irã estão em fase difícil e crítica
Os Estados Unidos vão “examinar com muita atenção” as opções que se colocam, caso não seja respeitado o prazo para garantir um acordo nuclear abrangente com o Irã, que termina nesta terça-feira (31), informaram hoje (30) fontes oficiais.
“Não faço previsões sobre o que acontecerá em seguida”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, ao ser interrogada sobre o que acontecerá, caso não seja anunciado até a meia-noite de amanhã um acordo relacionado com o contencioso em torno do programa nuclear iraniano. No entanto, prevê-se que o acordo transitório com o Irã, firmado em novembro de 2013, permaneça em vigor até 30 de junho, enquanto não forem acordados os detalhes técnicos desta nova iniciativa, ainda sem confirmação de sucesso.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, assinalou que vê “muito progresso” na atual reta final das negociações, apesar de admitir que se atravessa uma fase “difícil e crítica”. Opinião partilhada pelo chefe da diplomacia da China, Wang Yi, que se mostrou “cautelosamente otimista” sobre a possibilidade de alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, definindo a situação como “muito fluida”. Em declarações à imprensa, na cidade suíça de Lausanne, à margem da última rodada de negociações com a República Islâmica do Irã, o representante germânico disse que “houve muito progresso, não apenas nos últimos 12 meses, mas também aqui”, numa referência aos atuais contatos diplomáticos.
“Não deixaremos de tentar todo o possível” para garantir um acordo, mas “também não permitiremos um mau negócio” com os iranianos, concluiu o ministro alemão. “As posições entre as duas partes estão se aproximando. Sou cautelosamente otimista sobre a possibilidade de um acordo”, declarou aos jornalistas o responsável pelas relações externas de Pequim. Wang Yi advertiu, no entanto, que “todo mundo deve contribuir” para alcançar o consenso entre as partes.
O representante chinês, que nos últimos dias manteve diversos encontros com autoridades de diferentes países, acrescentou que na reunião plenária de hoje houve acordo entre as seis potências em considerar a situação como “muito fluida”. O objetivo das seis potências – os cinco países com direito de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha – que têm se reunido com responsáveis iranianos, consiste em obter um acordo duradouro, que termine com o contencioso que se prolonga há mais de uma década. A comunidade internacional receia que o Irã pretenda munir-se com a bomba nuclear – uma alegação desde sempre rejeitada por Teerã, que insiste no componente exclusivamente civil do seu programa. Fale com a Ouvidoria
