Testemunhas de defesa do sócio da Galvão depõe na Justiça Federal
Três testemunhas de defesa arroladas por Dario Queiroz Galvão Filho, sócio da Galvão Engenharia, que foi preso na sexta-feira (27), depõem na Justiça Federal nesta segunda-feira (30). O executivo é acusado de participar do “clube” de empreiteiras, que fraudava licitações da Petrobras. O esquema foi desvendado pela Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava Jato em primeira instância, aceitou a denúncia contra Dario Queiroz Galvão Filho e mais três executivos da empresa em dezembro de 2014.
Eduardo Queiroz Galvão, membro do Conselho de Administração da Galvão Engenharia, Jean Alberto Luscher Castro, executivo da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da divisão de engenharia, também são réus no processo.
Erton Medeiros Fonseca já havia sido preso pela Polícia Federal (PF) e atualmente cumpre a prisão preventiva no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
As testemunhas falarão via videoconferência de Belo horizonte, Salvador e Fortaleza, de acordo com a Justiça Federal. Também serão ouvidas testemunhas dos demais réus - ao todo serão 12 pessoas depondo de diferentes cidades do Brasil.
Apesar da PF e MPF afirmarem que Dario Queiroz Galvão Filho é sócio da Galvão Engenharia, a assessoria de imprensa do Grupo Galvão diz que Dario é presidente da Galvão Participações, controladora do Grupo Galvão. Ainda conforme a assessoria, Dario não possui relações com a empresa, apesar do sobrenome.
Novo operador Além de Dario Queiroz Galvão, também foi preso Guilherme Esteves de Jesus, apontado pela PF como operador do esquema.
A denúncia Também são réus no processo envolvendo a Galvão Engenharia o doleiro Alberto Youssef, apontado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal o líder do esquema bilionário de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
De acordo com o Ministério Público Federal, pessoas vinculadas à empreiteira pagavam propina para Paulo Roberto Costa.
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