No Senado, chanceler defende expansão recente de embaixadas
FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar de restrições no orçamento do Itamaraty, o chanceler Mauro Vieira defendeu na tarde desta terça-feira (24) a recente expansão de embaixadas do Brasil no exterior e afirmou que os postos foram responsáveis por um resultado "muito positivo" na balança comercial do país.
Ele reconheceu, no entanto, que hoje a pasta tem "dificuldades no orçamento". "Para ter a presença que o Brasil demanda no exterior, precisaríamos ter um orçamento maior, mas atuamos dentro da realidade dos recursos que temos", afirmou em audiência pública no Senado Federal.
Por pouco mais de três horas, o ministro respondeu perguntas de senadores sobre a política externa brasileira e questões administrativas da pasta. Vieira afirmou que os postos na África e Caribe, por exemplo, foram fundamentais para o país ocupar postos de destaque em organismos internacionais, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e OMC (Organização Mundial do Comércio).
MARCO AURÉLIO GARCIA
O chanceler foi questionado ainda sobre o papel que Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, desempenha na política externa do Brasil. Congressistas da oposição criticam a atuação do assessor e apontam interferência de Garcia em área do Itamaraty.
Para Vieira, o assessor atua como um "canal de facilitação" entre Planalto e Ministério das Relações Exteriores.
"Não se poderia imaginar que o ministro do exterior pudesse ir à presidente da República todas as vezes que é necessário (...) Ele tem uma rede de contatos no Brasil e no exterior que ajuda muito o desempenho de suas funções. Não há nenhuma forma de subordinação. Há, sim, de colaboração", afirmou.
