Greve de servidores afeta atendimento médico e as aulas em Ribeirão Preto
GABRIELA YAMADA
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A greve dos funcionários públicos de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), iniciada nesta terça-feira (24), atingiu escolas municipais e postos de saúde, onde há apenas o atendimento de urgência e emergência. Consultas estão sendo reagendadas.
A paralisação foi definida em assembleia na noite desta segunda (23), após cerca de 900 servidores votarem pela rejeição da proposta oferecida pela prefeitura de reajuste salarial em 3,23%, menor que o pedido pelo Sindicato dos Servidores Municipais, de 13,11%.
Durante a manhã, professores permaneceram nas portas das escolas informando os pais dos alunos sobre a greve. De acordo com Leonardo Sacramento, secretário-geral da Aproferp (Associação de Profissionais da Educação de Ribeirão Preto), a adesão dos docentes é de cerca de 95%.
"Apenas as crianças que foram de ônibus escolares estão dentro das escolas. Iremos encaminhar aos pais uma carta pedindo para que elas não vão às aulas amanhã [quarta]", disse.
Nos postos de saúde, as consultas foram reagendadas e os atendimentos são feitos apenas nos casos de urgência e emergência. Na UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) da Vila Virgínia, uma pediatra atendia as crianças ao lado de fora para avaliar a necessidade de uma consulta.
Agentes de controle de vetores, fiscais, funcionários do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) e guardas municipais também estão de braços cruzados.
De acordo com o sindicato, durante a manhã aderiram 7.000 do total de 12 mil servidores à greve.
Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que as paralisações que ocorreram foram pontuais e que nenhum serviço sofreu interrupção. Também disse que continua aberta ao diálogo com o sindicato.
