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Homem é internado com queimaduras após enchente e explosão em SP

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NICOLAS IORY
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em Moema (zona sul de SP), um dos bairros mais afetados pelo temporal que atingiu a região metropolitana nesta quinta-feira (19), a comporta de 1,60 m instalada na casa do corretor Charles Locks, 38, não foi o bastante para impedir a entrada da água durante a enchente.
Por volta das 16h, cerca de 20 minutos após o início da chuva na rua Ibijaú, uma moto e os móveis na sala e cozinha de Locks já estavam sob a água que entrou pela janela e subiu aproximadamente 1 m dentro de casa.
"Fiquei rezando para a chuva parar. Ainda não contabilizei meu prejuízo, mas já foram R$ 1.000 só para desmontar a moto", disse o corretor.
Na casa ao lado, onde vivem duas famílias, o muro frontal não suportou a pressão da água e desmoronou. Nadando, Locks conseguiu entrar no local para salvar Lindalva dos Santos, 73, além de outra mulher e uma criança de dois anos.
Já Mozart Estefen, 37, não conseguiu escapar e acabou gravemente ferido pela explosão de um botijão de gás que, boiando, esbarrou em uma parede. O rapaz está internado no setor de queimaduras do Hospital São Paulo, na Vila Clementino. O hospital não divulgou o estado de saúde dele.
Lindalva conta que essa foi a segunda vez, em dois anos, que o muro de sua casa cedeu durante uma enchente. "Quando o muro caiu, já não deu tempo para nada. Eu estava com a água no pescoço e não tinha como me segurar. Foi quando o vizinho [Charles] me ajudou."
A casa foi interditada pela Defesa Civil e os moradores precisaram se hospedar na casa de amigos e vizinhos. Três pessoas, incluindo dona Lindalva e a criança de dois anos, foram abrigadas na casa de Charles Locks, preenchendo o vazio deixado pelos seus móveis encharcados.
PISCINA
Também em Moema, na esquina da avenida Ibirapuera com a Aratãs, o subsolo de uma concessionária foi invadido pela água após o muro da loja vir a baixo, por volta das 15h30 desta quinta.
Segundo o gerente da concessionária, que preferiu não ser identificado, havia cerca de 30 carros e 15 motos no espaço e a água atingiu aproximadamente 2 m de altura. Nenhum dos veículos foi salvo.
À noite, após o escoamento da água na região, um carro do Corpo de Bombeiros usou uma bomba para retirar cerca de 1 milhão de litros da concessionária, o equivalente a uma piscina semiolímpica.
"Muitos funcionários perderam mochilas com documentos e pertences pessoais, porque nosso vestiário também ficava lá embaixo", disse um funcionário. A loja não divulgou o prejuízo com a enchente.

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