UPPs terão conselho de avaliação e passarão a ser programa de Estado
BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com o objetivo de reavaliar o programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criou um conselho de segurança que irá reavaliar o projeto.
A criação do conselho foi determinada em decreto estadual, publicado na quarta-feira (18), que regulamenta o Programa de Polícia Pacificadora.
Na prática, o programa de pacificação passa a ser uma política de Estado que deverá ser adotada pelos próximos governos. Outra novidade no decreto foi a determinação do efetivo mínimo de 100 policiais militares por unidade.
Intitulado Conselho Permanente de Avaliação e Deliberação (CPAD), o órgão terá como presidente o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e realizará reuniões mensais para estudar a possibilidade de expansão do projeto, além de avaliar a eficácia das unidades já existentes.
"Temos de monitorar os indicadores de criminalidade, sinalizar os problemas e focar onde o desempenho não está satisfatório. As reuniões também irão determinar para onde o projeto vai avançar ou se ele deverá focar nas unidades já existentes", afirmou à reportagem o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Roberto Sá, titular da pasta responsável pelo projeto e presidente interino do conselho.
A primeira reunião do órgão deverá ocorrer no início de abril e irá classificar as atuais UPPs por três cores: vermelho, amarelo e verde - sistema adotado desde 2013. A cor vermelha representa consideráveis riscos operacionais; a amarela, tendência de pacificação; e a verde, risco mínimo de desestabilização do projeto.
De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificador, na cor vermelha, atualmente, estão as unidades Camarista Méier, Complexo do Alemão e São João, na zona norte; Rocinha, na zona sul; e Cidade de Deus, na zona oeste. A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que há unidades nas cores verde e amarela, mas não divulgou quais.
Outra decisão que deverá ser tomada na primeira reunião do conselho será o número total de UPPs no Complexo do Maré, ocupado pela Força de Pacificação do Exército desde abril de 2014.
