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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque contra o Museu do Bardo, que deixou 23 mortos, em sua maioria turistas.
A declaração desta quinta-feira (19) descreveu o ataque como uma "invasão abençoada em um dos antros de infiéis e do vício na Tunísia muçulmana". O comunicado foi postado em um fórum que traz mensagens da milícia.
O Grupo de Inteligência SITE, com base nos EUA, também anunciou que o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo atentado de quarta-feira (18).
A milícia também elogiou os atiradores, afirmando que foram "cavalheiros do Estado Islâmico" que estavam armados com metralhadoras e bombas.
Segundo o comunicado, havia dois atiradores e eles só foram mortos depois de ficarem sem munição.
A facção também prometeu novos ataques. "Aguarde as boas novas do que vai feri-los, impuros, porque o que vocês viram hoje é a primeira gota de chuva", disse a declaração.
O Estado Islâmico, que está baseado na Síria e no Iraque, tem um braço na vizinha Líbia, para onde muitos tunisianos foram lutar e treinar com grupos extremistas.
No início desta semana, um importante comandante de campo do EI foi morto combatendo dentro da Líbia.
