Garis em greve descumprem ordem da Justiça e podem ser multados
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Menos de um dia depois de serem proibidos de se aproximar de prédios da empresa de coleta de lixo para a qual trabalham, os garis que estão em greve no Rio de Janeiro fizeram um ato na porta da sede administrativa e podem ser multados em R$ 5.000.
A paralisação começou há uma semana, na noite do dia 12 e, segundo a empresa, tem a adesão de metade dos empregados. Além de garis, também entraram em greve trabalhadores de poda de árvores e da preparação de alimentos da rede municipal de creches e escolas.
Na quarta (18) houve uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho para que as partes tentassem chegar a um acordo. Isso não aconteceu. E a juíza Maria Gabriela Nuti ainda determinou que o sindicato, como pessoa jurídica e oito pessoas físicas mantivessem distância mínima de 500 metros de qualquer prédio da Comlurb.
Mas na manhã da quinta (19) eles fizeram um protesto em frente ao prédio da Comlurb, no bairro da Tijuca, durante cerca de duas horas.
A ordem da Justiça foi dada porque houve agressões a garis que não participam da greve. Segundo a Comlurb, foram registrados 15 boletins de ocorrências de trabalhadores agredidos. Em nota, a empresa afirma que "alguns manifestantes têm usado violência e ameaças para impedir a entrada de trabalhadores nas gerências ou para parar os caminhões nas ruas próximas e forçar o retorno às garagens".
A empresa também adotou um plano de contingência que inclui contratar terceirizadas e chamar funcionários de outras secretarias para limpar as ruas. Alguns caminhões de lixo estão saindo com escolta policial.
PARADOS
A greve acontece porque os trabalhadores e a empresa não chegam a um acordo sobre o reajuste salarial. Os garis pediram inicialmente para que a correção seja de 40%. A empresa ofereceu 7%.
