Correios emitem nota sobre informações relativas a paralisação
Em resposta à matéria "Correios fazem greve de 24 horas nesta quarta-feira" publicada ontem, os Correios enviaram uma nota resposta via e:mail em relação aos problemas relatados no texto.
A matéria citava que Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) realizam durante ontem uma paralisação em todo o Paraná. A greve foi decidida em assembleia realizada nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu. Em Apucarana, a paralisação irá durar 24 horas. O Centro de Distribuição (CDD) do município amanheceu fechado e se manteve assim durante todo o dia.
A greve em Apucarana atingiu apenas os funcionários responsáveis pela distribuição de cartas e encomendas.
As agências se mantiveram abertas e funcionando normalmente ao longo do dia. Segundo a matéria as reivindicações da categoria são nacionais e estaduais.
O sindicato coloca como maior preocupação a atuação da CorreiosPar S. A., empresa subsidiária criada para expandir a atuação dos Correios em outras áreas, como telefonia e transporte aéreo, mas que atuaria como uma 'privatizadora' dos serviços da empresa ao abolir os concursos públicos, trabalhando apenas com funcionários temporários.
Confira a nota na íntegra:
Sobre matéria intitulada "Correios fazem greve de 24 horas nesta quarta-feira", publicada nesta quarta-feira (18) no portal de notícias TN Online Apucarana - a Diretoria Regional dos Correios no Paraná ressalta os seguintes pontos:
• Sobrecarga de trabalho / falta de funcionários – Não há sobrecarga, inclusive o percentual de horas extras no Paraná, usadas esporadicamente, sofreu redução no último ano.
A empresa estuda a realização de novo concurso público para efetivo e concurso para contratação por tempo determinado. Desde 2011, os Correios contrataram mais de 20 mil trabalhadores por concurso público, sendo a maior parte para a área operacional (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo). A folha de pagamento aumentou 48% em 2014 em relação a 2011. Quando necessário, a empresa continua realizando contratações dos aprovados do concurso de 2011, que ainda está vigente por decisão judicial.
• Segurança nas agências - Todas as agências dispõem de sistema de segurança apontado por uma matriz de vulnerabilidade que avalia qual é o mais apropriado para atender a situação de cada unidade. No período de 2013/2014, os Correios investiram cerca de R$ 260 milhões em equipamentos e serviços de seguranças em mais de 5 mil agências em todo o Brasil. Vale destacar ainda as parcerias com órgãos de segurança pública, notadamente as Polícias Federal e Militar.
• CorreiosPar - Não existem planos para privatização da empresa. No início deste ano a estatal apresentou um projeto de reestruturação interna, que não possui qualquer relação com o capital dos Correios, que permanece 100% público. A criação de subsidiárias faz parte do processo de revitalização e fortalecimento dos Correios, com base na legislação, para diversificar sua área de atuação, rentabilizar a estrutura existente e garantir a sustentabilidade da empresa. Atualmente estão em andamento projetos para criação de empresas para atuar nos segmentos financeiro, de comunicação digital e de logística integrada. Essas instituições serão administradas pela CorreiosPar - subsidiária de capital 100% estatal - em um modelo de administração que já é adotado hoje por empresas públicas brasileiras.
Nesta quarta-feira (18), 5,8% (385 profissionais) do efetivo total de empregados dos Correios no Paraná não compareceu aos postos de trabalho em decorrência da paralisação. Esse percentual concentra-se na área de distribuição. No Paraná, os Correios contam com cerca de 7 mil empregados. Toda a rede de atendimento está aberta e todos os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis. Para que a população não seja prejudicada, os Correios estão adotando as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços, com realocação de empregados de outras unidades e realização de horas extras.
Vale destacar ainda que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deferiu nessa terça-feira (17), liminar em favor dos Correios, determinando que as duas federações que representam os trabalhadores (Fentect e Findect) mantenham efetivo mínimo de 80% em cada uma das unidades localizadas nas bases de atuação, bem como se abstenham de impedir o livre trânsito de bens, pessoas e carga postal em todas as unidades localizadas nas suas bases territoriais.
A decisão da ministra Maria de Assis Calsing prevê multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento pelas federações. O objetivo é garantir a continuidade da prestação dos serviços, considerados “inequivocamente essenciais”, segundo despacho da magistrada.
Assim, a empresa considera o movimento injustificado, já que todas as reivindicações estão sendo negociadas com representantes dos trabalhadores em reuniões mensais do Sistema Nacional de Negociação Permanente dos Correios e, em alguns casos, até mesmo com mediação do TST.
