Responsáveis pelo ataque na Tunísia são identificados pelas autoridades
SÃO PAULO, SP - (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, anunciou que as forças de segurança identificaram os dois responsáveis pelo ataque ao Museu do Bardo, próximo ao Parlamento tunisiano, nesta quarta-feira (18). O número de mortos no ataque subiu para 20 após confirmação da morte de um dos feridos.
Os atiradores, mortos pela polícia durante a operação de resgate dos reféns mantidos em um museu, foram identificados como como Yassine Abidi e Hatem Khachnaoui. O ministério do Interior afirmou que "provavelmente" os dois homens são tunisianos.
Um deles, Abidi, havia chamado a atenção dos agentes de inteligência da Tunísia anteriormente, mas não se sabia de "nada específico" sobre ele, disse Essid.
O governo não dispõe de mais informações sobre os indivíduos, mas destacou a possibilidade de haver dois ou três cúmplices que ainda estariam foragidos.
Nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque e não há evidências que indiquem vínculos entre os atiradores e algum grupo radical.
VÍTIMAS
A morte de um dos feridos no atentado em Túnis elevou para 20 o número mortos no atentado, informou nesta quinta-feira (19) o chanceler tunisiano, Taieb Baccouche. Dentre os mortos, há pelo menos 17 turistas e um policial tunisiano.
Além dos 20 mortos, há "várias dezenas de feridos", declarou Baccouche em entrevista ao canal de televisão francês "BFM TV", ao término de uma reunião em Paris nesta quinta.
Dois turistas espanhóis foram encontrados nesta quinta no Museu do Bardo de Túnis depois que passaram a noite escondidos dentro do estabelecimento, ao lado de um funcionário da instituição, após o atentado, informaram as autoridades.
Um funcionário do museu, Lassaad Bouali, "escondeu dois turistas espanhóis em um escritório", afirmou à AFP um representante da Proteção Civil.
As autoridades tunisianas não explicaram como as três pessoas não foram encontradas durante a operação de revista no Museu do Bardo após o ataque.
SOLIDARIEDADE
Na noite de quarta, milhares de pessoas foram às ruas em Túnis para condenar o ataque e expressar solidariedade às vítimas. Outros protestos estão marcados para esta quinta-feira.
Diversos países também condenaram o ataque e ofereceram ajuda à Tunísia. Em nota, o governo brasileiro condenou "com veemência" o "covarde" atentado e repudiou qualquer ato de terrorismo contra civis.
O ataque teve início às 12h30 locais (8h30 de Brasília) nesta quarta e terminou cerca de três horas depois quando policiais invadiram o museu e mataram os atiradores, libertando reféns.
O Museu do Bardo, alvo do ataque, é uma das principais atrações turísticas da Tunísia e conta com uma importante coleção de mosaicos romanos.
Este foi o pior atentado dos últimos 13 anos na Tunísia, um dos mais países mais seculares no mundo árabe.
