Venezuela critica sanções dos EUA em anúncio no 'New York Times'
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Venezuela publicou nesta terça-feira (17) um anúncio de página inteira no "New York Times", criticando as sanções impostas pelos EUA ao país e exigindo do presidente Barack Obama que revogue as medidas.
A mensagem é uma resposta à ordem executiva assinada no dia 9 pelo presidente dos EUA Barack Obama, a qual classifica a situação política na Venezuela como "ameaça extraordinária à segurança dos EUA e impõe sanções a autoridades do país sul-americano.
A carta publicada no "NYT", chamada de "Carta ao povo dos Estados Unidos: a Venezuela não é uma ameaça", afirma que a Venezuela é uma sociedade aberta, livre e independente.
Além disso, diz que os povos da Venezuela e dos EUA "sempre mantiveram relações pacíficas e respeitosas", ressaltando a importância do petróleo do país sul-americano importado pelos EUA.
Anúncio divulgado nesta terça (17) no "New York Times": "Carta ao povo dos Estados Unidos: a Venezuela não é uma ameaça"
O anúncio classifica como "desproporcional", "unilateral e agressiva" a ordem assinada por Obama e exige a revogação da decisão. As sanções impostas pelos EUA a autoridades venezuelanas são taxadas de "unilaterais e intervencionistas".
"Em nome da nossa amizade de longa-data, nós alertamos nossos irmãos e irmãs americanos que o presidente dos EUA tenta governar o povo venezuelano (...) por meio de uma ordem imperialista e tirânica", afirma o anúncio.
"Nós não deixaremos que a nossa amizade com o povo dos Estados Unidos seja afetada por essa decisão sem sentido e sem embasamento do presidente Barack Obama".
A tensão entre os dois países aumentou nas últimas semanas. Maduro acusou os EUA de estarem por trás de uma campanha de "desestabilização de seu governo" e exigiu que a embaixada americana em Caracas reduza a sua equipe.
Os EUA responderam por meio de sanções, que levaram o Parlamento venezuelano a expandir os poderes do presidente Nicolás Maduro temporariamente. Além disso, o exército venezuelano iniciou exercícios militares batizados de "escudo bolivariano".
