Governo de SP irá alterar investigação de homicídios envolvendo policiais
GUSTAVO URIBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, informou nesta terça-feira (17) que entrará em vigor a partir da semana que vem resolução que altera o procedimento de investigação em casos de homicídios que envolvam agentes de segurança.
Segundo ele, a norma obrigará a presença na cena do crime de representantes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica. O Ministério Público de São Paulo também será acionado e, se entender necessário, poderá enviar um promotor de Justiça.
A nova resolução, que será publicada na sexta-feira (20) e foi antecipada pela colunista Mônica Bergamo, será válida tanto para mortes causadas por agentes de segurança no exercício de suas funções como por assassinatos de policiais que atuam em São Paulo.
"Eu vou editar uma resolução relacionada à letalidade. A letalidade de agentes de segurança pública e a letalidade praticada por agentes de segurança pública", explicou. "A ideia é dar mais celeridade na investigação de crimes praticados contra policiais e total transparência aos eventuais conflitos em que a morte é causada por um policial", acrescentou.
Em 2013, as mortes por intervenção policial chegaram a 364 em São Paulo. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2009 e 2013, a polícia de São Paulo foi a segunda mais letal do país, atrás apenas da fluminense.
No período, as mortes por intervenção militar em São Paulo, no entanto, caíram 36%.
O levantamento mostrou ainda que os policiais brasileiros mataram, entre 2009 e 2013, uma média de seis pessoas por dia pelas ruas do país.
O secretário de Segurança Pública visitou nesta terça-feira (17) o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), na zona central da capital paulista.
