Chanceler brasileiro encontrará conselheira de Segurança dos EUA
RAUL JUSTE LORES
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se encontrar em Washington nesta terça (17) com a conselheira de Segurança Nacional do governo americano, Susan Rice, para discutir a adiada visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos EUA.
É a primeira visita oficial aos EUA do novo chanceler, empossado em janeiro, que durante cinco anos foi embaixador do Brasil em Washington.
Rice, que já foi embaixadora dos EUA na ONU, é uma das conselheiras mais influentes do presidente Barack Obama.
Fontes da Casa Branca disseram que há interesse em remarcar a visita de Estado adiada em setembro de 2013 por conta das denúncias de espionagem em larga escala da Agência Nacional de Segurança (NSA, da sigla em inglês).
A espionagem também será discutida no encontro entre Vieira e Rice.
Se confirmada, a visita de Estado, que inclui um jantar de gala na Casa Branca, será a primeira de um presidente brasileiro desde 1995, quando Fernando Henrique Cardoso foi recebido por Bill Clinton.
Diversos encontros bilaterais foram adiados após a revelação de que a NSA espionava a comunicação da presidente Dilma e da Petrobras. Um pedido de desculpas nunca foi oferecido pelo governo americano.
No último ano, o vice-presidente americano, Joe Biden, que se tornou responsável em boa parte pelas relações da Casa Branca com a América Latina, ligou várias vezes para a presidente e a visitou em junho, quando esteve no país para a Copa do Mundo, para tentar recuperar a confiança.
Diplomatas brasileiros e americanos, pedindo anonimato, dizem que a relação entre os dois países melhorou muito no último ano, mas dizem que os dois presidentes querem "resultados significativos, e não apenas uma foto cerimonial entre os dois" para marcar a visita.
OEA
Vieira também assistirá na quarta-feira (18) à eleição do novo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O ex-chanceler uruguaio Luis Almagro, que fez parte do governo do ex-presidente José Mujica, é o candidato único a suceder o chileno José Miguel Insulza.
