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Em audiência, funcionários da Sabesp aceitam suspender greve até o dia 23

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FABRÍCIO LOBEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça do Trabalho solicitou que o sindicato que representa os funcionários da Sabesp, empresa paulista de saneamento, suspenda a decisão de greve até a próxima segunda-feira (23). O sindicato havia decidido na última semana instaurar uma greve a partir da próxima quinta-feira (19) contra demissões na empresa.
O prazo foi pedido pela Justiça do Trabalho durante audiência de conciliação entre o sindicato e a Sabesp que busca evitar a greve.
Na última quinta-feira (12), o sindicato chegou a acionar a Sabesp na Justiça contra as demissões, inclusive com uma medida cautelar. O que o Tribunal do Trabalho pede agora é que o sindicato aguarde os prazos legais para que a Sabesp possa se defender da cautelar antes da greve dos funcionários.
Segundo o acordo fechado nesta segunda-feira, a análise do processo só poderia ser feita pela Justiça a partir da próxima segunda. Até essa data, a Sabesp se comprometeu a não demitir nenhum funcionário.
Segundo os trabalhadores, em todo o Estado já foram demitidos 399 funcionários, outros 160 teriam demissão agendada até abril. Desse universo, 80% trabalham na área operacional da Sabesp, que têm ligação direta com as operações e manobras que impactam a população.
Durante a audiência, o sindicato chegou a pedir a reintegração dos funcionários demitidos. A proposta foi prontamente vetada pela Sabesp.
O PONTO DA DISCÓRDIA
O sindicato e a Sabesp discordam sobre um detalhe de um acordo que a empresa firmou em 2010 com o Ministério Público. Segundo o acordo, a empresa poderia demitir 2% de seus funcionários anualmente (o que representaria 290 funcionários).
A Sabesp argumenta que muitos dos funcionários demitidos em 2015 eram aposentados e que, portanto, estariam fora do limite de 290 funcionários. O sindicato argumenta que os funcionários aposentados deveriam ser computados nesse teto de demissões.
"A minha preocupação é que, enquanto se decide a liminar, que não se interrompa o serviço [dos trabalhadores da Sabesp]", disse o juiz do trabalho Wilson Fernandes.

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