Companhia de limpeza diz que garis estão sendo intimidados
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana do Rio) afirmou, neste domingo (15), que grevistas estão impedindo a entrada de garis em algumas de suas agências. Segundo a empresa, foram registradas denúncias de violência contra trabalhadores em vários pontos da cidade.
Desde a última quinta-feira (12), o sindicato dos garis anunciou a greve, após uma assembleia com a participação de aproximadamente mil trabalhadores.
Um dos atos de intimidação teria ocorrido por volta das 16h da tarde deste sábado (14), em Piedade, na zona norte da cidade. Garis que trabalhavam na gerência do bairro denunciaram que quatro homens armados entraram no prédio e os ameaçaram caso não aderissem à greve. A Polícia Civil irá investigar o caso.
De acordo com a Comlurb, a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que o sindicato mantenha 75% dos garis trabalhando não está sendo cumprida. Com isso, os bairros das zonas sul e oeste, além do centro, estão sendo os mais atingidos, com lixo se acumulando nas ruas.
A prefeitura informou que está reforçando o plano de contingência com o apoio de agentes da Guarda Municipal e da secretaria de Conservação. Outra medida adotada foi a distribuição de sacos plásticos nas feiras livres, para minimizar a quantidade de detritos.
A Justiça do Trabalho concedeu liminar, na sexta-feira à tarde, declarando a greve dos garis ilegal e determinando retorno imediato ao trabalho. Como a decisão judicial não foi cumprida, o sindicato está sendo multado desde sexta.
A proposta dos grevistas apresentada na primeira rodada de negociações reivindica aumento de 40% no piso salarial, além do aumento do vale-refeição de R$ 20 para R$ 27 por dia.
A Comlurb começou oferecendo apenas o dissídio da categoria, de 3%, alegando no ano passado houve um aumento de 44% na remuneração, além de incrementos nos benefícios. Numa segunda rodada, a Comlurb se dispôs a dar um aumento de 7%, desde que os garis voltem ao trabalho.
