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Chuva faz reservatórios de SP subirem; Cantareira chega a 14,6%

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A chuva que atingiu a Grande São Paulo na tarde desta sábado (14) fez subir o nível das principais represas que abastecem a região.
De acordo com dados da Sabesp, o Cantareira opera com 14,6% de sua capacidade, após subir 0,1 ponto percentual. Apesar da alta, o índice atual do reservatório já inclui a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).
Segundo a Sabesp, no acumulado do mês foram 138,9 mm de chuva no Cantareira até agora. A média histórica para o mês de março é de 178 mm de chuvas nas represas que compõem o sistema. Isso significa que já choveu 78% do total esperado para o mês.
O Cantareira abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista -eram cerca de 9 milhões antes da crise. Essa diferença passou a ser atendida por outros sistemas.
Conforme a Folha de S.Paulo mostrou na quinta-feira (12), ao atingir 14% já é praticamente descartada a possibilidade de rodízio de água neste ano.
Para escapar do rodízio, o governo aposta na interligação da água do sistema Rio Grande (um braço da represa Billings que abastece o ABC paulista) até o sistema Alto Tietê, que fornece água principalmente à região leste da região metropolitana.
Com isso, seria possível tirar água de um reservatório que está com um bom volume de água (Rio Grande) e levá-lo até outro sistema, com pouca água (20,4%) mas com grande capacidade de tratamento (Alto Tietê).
Na sexta-feira, porém, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) suspendeu a primeira fase da licitação para as obras de transposição das águas entre as represas Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, e Atibainha, no sistema Cantareira, orçadas em R$ 830,5 milhões.
A interligação, prevista para ser concluída no final de 2018, é considerada pela Sabesp a ação mais eficiente para garantir a segurança hídrica dos reservatórios que atendem a 6,5 milhões de pessoas só na Grande São Paulo, além de municípios da região de Campinas.
OUTROS RESERVATÓRIOS
O nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 21,5% de sua capacidade, registrando alta de 0,5 ponto percentual. Até agora, já choveu 75,8% da média histórica para o mês no reservatório.
O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto, que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).
O nível da represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, chegou a 74,7% após subir 0,9 ponto percentual. No sistema já choveu 86,6% da média histórica para o mês.
O reservatório Rio Grande, que atende 1,5 milhão de pessoas, subiu para 97,8%. O sistema já contabiliza 89,3% da chuva prevista para o mês.
Já o reservatório Rio Claro, que também atende 1,5 milhão de pessoas, avançou 0,2 ponto percentual e opera com 40,4%. Já choveu 64,8% do esperado no mês no sistema.
O sistema Alto Cotia subiu para de 54,7%, alta de 0,5 ponto percentual. O reservatório fornece água para 400 mil pessoas.
A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

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