Equipes de ajuda buscam sobreviventes em Vanuatu
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As primeiras equipes de ajuda que chegaram a Vanuatu relataram neste domingo (15) que houve devastação generalizada no local, onde as autoridades declararam "estado de emergência" após um grande ciclone atingir a nação insular do Pacífico.
Com ventos de mais de 300 quilômetros por hora, o ciclone Pam arrasou casas, destruiu barcos, estradas e pontes. O número de mortos, atualmente oito, pode subir quando a comunicação for restabelecida nas ilhas distantes. Trabalhadores humanitários descreveram a situação como catastrófica.
A tempestade de categoria cinco, foi uma das mais fortes a atingir o Pacífico Sul em anos.
O ministro de Território, Ralph Regenvanu, disse que o estado de emergência foi declarado na província de Shefa, que inclui a capital Port Vila, mas a medida deve se estender para outras regiões conforme se conheça o alcance dos danos.
O ciclone também deixou vários feridos, afetou milhares de pessoas e causou grandes danos materiais em Port Vila, onde 80% da infraestrutura sofreu danos e mais de duas mil pessoas tiveram que deixar suas casas e buscar abrigos.
Apenas a população local foi para os abrigos, segundo o representante da ONU, enquanto estrangeiros e turistas estão hospedados com pessoas próximas ou em hotéis.
O presidente de Vanuatu, Baldwin Londsdale, que pediu ajuda neste sábado (15) em um emotivo discurso na conferência sobre desastres e emergências realizada no Japão, disse que o furacão Pam destruiu a maioria de edifícios em Port Vila, incluídas casas, escolas e hospitais.
"Descrevo o furacão como um monstro que devastou nosso país e isso representa um duro revés para nossa nação", disse Londsdale à cadeia "BBC".
A ajuda internacional começou a chegar ao país assim que a pista de aterrissagem do aeroporto da capital foi reaberta, após ficar inundada pelos temporais, enquanto as equipes de resgate trabalham contra o tempo para encontrar a sobreviventes e ajudar os afetados.
