Três acusados nos EUA de tentarem se juntar ao EI alegam inocência
GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Os três homens presos no mês passado em Nova York, nos EUA, sob acusação de tentarem se juntar à facção radical Estado Islâmico (EI) se declararam inocentes em audiência em tribunal nesta sexta-feira (13).
Abdurasul Juraboev, 24, e Abror Habibov, 30, do Uzbequistão, e Akhror Saidakhmetov, 19, do Cazaquistão, moravam no Brooklyn e foram presos no mês passado. Nesta semana, eles foram indiciados por conspiração e tentativa de fornecer apoio material para terroristas.
De acordo com o FBI, a polícia federal americana, Juraboev e Saidakhmetov, que viviam juntos, tinham passagens compradas para viajar para a Turquia, de onde iriam à Síria para se juntarem ao EI.
Saidakhmetov foi detido no aeroporto ao tentar embarcar. Juraboev se uniria a ele alguns dias depois. Os dois tinham residência permanente nos EUA. Habibov, que estava ilegal no país, é acusado de ter financiado a viagem dos dois.
O advogado de Saidakhmetov, Adam D. Perlmutter, afirmou que o jovem está "muito assustado". "Ele não acha que fez nada de errado", afirmou.
A mãe dele também esteve presente na audiência e chorou durante a sessão. Ela vive nos EUA e, preocupada com a radicalização do filho, havia tomado seu passaporte. Por causa disso, o jovem falsificou um documento para tentar viajar e também enfrenta uma acusação de fraude.
Os três acusados deram poucos detalhes sobre sua vida pessoal, como os locais em que estudaram, e contaram com a ajuda de um tradutor para se comunicar com o juiz.
Os documentos apresentados pelas autoridades federais dizem que Juraboev usava o nome de Abdulloh Ibn Hasan em sites em língua uzbeque de apoio ao EI.
Em agosto de 2014, postou uma mensagem afirmando que queria se comprometer com a facção enquanto não podia viajar. "Quero dizer, atirar no [presidente dos EUA, Barack] Obama e então sermos abatidos a tiros, isso serve? Isso vai meter medo no coração dos infiéis".
Desde então, estava sendo monitorado pelos agentes federais --ele chegou a ser interrogado, mas foi liberado porque o FBI queria acompanhar seus passos para saber com quem estaria envolvido.
Se condenados, cada um deles pode pegar até 15 anos de prisão. A próxima audiência do caso está marcada para o dia 19 de junho.
