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Forças iraquianas entram em bairro de Tikrit, cidade dominada pelo EI

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Forças de segurança do Iraque e combatentes de milícias xiitas capturaram nesta quarta-feira (11) o bairro de Qadisiya, ao norte de Tikrit, no primeiro avanço sobre a cidade do norte do Iraque, que é dominada pelo Estado Islâmico desde agosto.
A ação faz parte de uma ofensiva do governo iniciada na semana passada para retomar a região, um dos maiores redutos dos sunitas iraquianos e terra natal do ex-ditador Saddam Hussein, deposto em 2003.
Segundo militares e testemunhas, os combatentes içaram a bandeira iraquiana em um hospital militar de Qadisiya, tomado do Estado Islâmico. Em seguida, eles interromperam a ofensiva para evitar serem atingidos pela milícia radical e para desarmar bombas colocadas em prédios e estradas.
A oeste de Tikrit, as forças tiveram que parar os combates devido a um campo minado na periferia da cidade, enquanto no sul o Exército se limitou a fazer bombardeios aéreos contra postos de controle e outras posições dos extremistas.
Autoridades do setor de segurança disseram nesta terça-feira (10) que os combatentes do Estado Islâmico explodiram uma ponte sobre o rio Tigre, o que poderia dificultar um ataque coordenado na cidade a partir de diferentes direções.
Se a operação der certo, será a primeira cidade grande iraquiana que será libertada pelo governo. Isso daria impulso a que as forças iniciassem uma ofensiva contra Mossul, o principal bastião do Estado Islâmico no Iraque.
IRÃ
A ofensiva conta com cerca de 25 mil combatentes, entre soldados e milicianos xiitas apoiados pelo Irã, treinados por forças da República Islâmica. O envolvimento é apontado como um dos motivos para não haver bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
O temor é que, com o domínio da cidade estas milícias xiitas passem a discriminar e eliminar os sunitas, assim como o Estado Islâmico e alguns combatentes sunitas fazem com os xiitas.
Nesta quarta (11), pelo menos 20 soldados morreram em ataques da milícia radical contra combatentes do governo na região de Ramadi, na província de Al Anbar, que é controlada pelos extremistas desde janeiro de 2014.

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