Polícia prende homem condenado por obrigar jovens a pular de trem em SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar prendeu na tarde desta segunda-feira (9) Juliano Aparecido de Freitas, condenado a 24 anos de prisão por obrigar dois jovens a pularem de um trem em movimento em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele recorria da decisão em liberdade, mas a ausência de novos recursos fez com que a sua prisão fosse decretada em novembro de 2014.
Freitas foi preso quando chegava à casa da mãe, na região de César de Souza, após uma denúncia anônima. Segundo a tenente Cristiane Soares, policiais militares foram ao local e fizeram um cerco ao prédio. O rapaz então tentou se passar por morador e sair do imóvel, mas foi reconhecido e acabou confessando ser um dos condenados pelo crime.
Ainda de acordo com a polícia, Freitas afirmou ter conhecimento do mandado de prisão desde o ano passado, mas preferiu aguardar as festas de final de ano e o Carnaval para depois se apresentar à polícia. Ele foi encaminhado ao 3º DP da cidade e depois transferido para a Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
O crime ocorreu em 2003, e resultou na morte de Cleiton da Silva Leite. Segundo a acusação, ele pulou do trem sob ameaças de três rapazes, apontados como skinheads. O jovem estava acompanhado do amigo Flávio Cordeiro, que também pulou do trem e acabou perdendo o braço.
No julgamento, ocorrido em 2011, Freitas negou as acusações e disse apenas ter olhado para as vítimas e comentado sobre o estilo dos cabelos. Ele foi condenado por homicídio e tentativa triplamente qualificados (motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima).
Os outros dois acusados pelo crime também foram condenados. Danilo Gimenes Ramos foi julgado no ano passado e condenado a 26 anos, oito meses e 25 dias de reclusão, enquanto Vinícius Parizatto foi condenado em 2011 a 31 anos, nove meses e três dias de prisão.
O advogado de Freitas, Adriano Hisao Moysés Kawasaki, afirmou na noite desta segunda que entrou com recurso pedindo a anulação do julgamento, mas o pedido foi negado. Ele então pediu a redução da pena, que era de 24 anos e seis meses de prisão, o que foi concedido, levando a redução de seis meses da pena.
Em novembro de 2014, segundo Kawasaki, Freitas decidiu não entrar com novo recurso na Justiça, afirmando que queria cumprir a pena e seguir com sua vida. Com isso, o advogado recorreu à Justiça para preservar a integridade física de seu cliente, alegando que o caso teve grande repercussão. O pedido foi concedido e a decisão entregue à polícia após a prisão.
