'Em quem podemos confiar? Na polícia, não', diz protesto nos EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois da morte de um jovem negro de 19 anos, no Estado de Wisconsin (EUA), atingido na última sexta (6) dentro de um apartamento por disparos feitos por um policial, após enfrentamento físico entre ambos, um vídeo postado nas redes sociais mostrou uma centena de manifestantes repetindo slogans como "Em quem podemos confiar? Na polícia é que não."
Em entrevista coletiva, o chefe da polícia de Madison, Mike Koval, disse que o policial entrou à força no apartamento da vítima depois de receber uma denúncia de barulhos suspeitos em seu interior.
De acordo com o relato de Koval, o jovem estava desarmado e tinha se envolvido em uma briga pouco antes.
O assassinato aconteceu às 18h30 locais (21h30 de Brasília). Vídeos mostram ainda manifestantes entrando na sede da prefeitura de Madison, mas não está claro que possa ter havido prisões.
O incidente deverá ser investigado por uma agência independente e as autoridades pediram calma à população.
A morte do jovem negro pela polícia em Wisconsin é mais um na lista de casos parecidos que, após a morte de Michael Brown, em agosto do ano passado, trouxeram o tema da discriminação das forças policiais contra indivíduos pertencentes a minorias étnicas para o centro dos debates nos EUA.
Recentemente, protestos semelhantes aconteceram em Los Angeles e no Estado de Washington questionando enfrentamentos desse tipo.
No mesmo dia em que o jovem foi morto em Madison e a propósito dos 50 anos da Marcha de Selma, um dos principais episódios da luta contra o racismo nos EUA, o presidente norte-americano Barack Obama discursou em uma universidade da Carolina do Sul pedindo que a juventude americana honre o legado da luta pelos direitos civis no país.
